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Blackberry tradicionais deixam de funcionar

Blackberry

A empresa canadiana Blackberry decidiu pôr fim a uma era, dado que os tradicionais telemóveis da marca, com os sistemas operativos 7.1, 10, PlayBook OS 2.1 ou mais antigos, deixaram de funcionar, esta terça-feira, dia 4.

A marca canadiana Blackberry, que se transformou numa empresa de software, como resposta ao crescimento de nomes no panorama das tecnologias, como a Apple ou a Samsung, com sistemas operativos como iOS ou Android, cessou as funções de dados, chamadas telefónicas, mensagens de texto e chamadas de emergência nos telemóveis tradicionais.

De acordo com a agência noticiosa EFE, já em dezembro, a empresa responsável pela criação dos primeiros smartphones e por dominar o mercado, antes do crescimento de modelos como o iPhone, da Apple, anunciou os fim dos serviços para os seus aparelhos.

A Blackberry agradeceu, numa nota, aos “muitos clientes e sócios leais” da marca ao longo da história, iniciada em 1984, com a criação da Research in Motion (RIM), pelos empresários Mike Lazaridis e Doug Fregin.

Foi em 1999 que a RIM disponibilizou comercialmente um aparelho capaz de receber e enviar correio eletrónico, bem como diversas outras notificações, denominado pager, sendo que o produto foi catalogado com o nome “Blackberry”.

Aquando do lançamento do primeiro iPhone, em 2007, era o Blackberry o favorito das celebridades e executivos, graças ao seu teclado físico. Em 2009, os aparelhos da empresa canadiana representavam 20% do mercado de smartphones.

Com a aposta de diversas outras empresas do mundo da tecnologia num ecrã tátil, e o contínuo investimento por parte da Blackberry em teclados físicos, nasceu uma nova pressão sobre a multinacional canadiana, reduzindo rapidamente as vendas dos seus dispositivos.

Em 2013, a RIM anunciou a mudança oficial de nome para Blackberry, numa tentativa de relançar os produtos da marca.

Todavia, em 2015, incapaz de competir com marcas como Apple ou Samsung, a empresa canadiana anunciou o começo de um processo para se converter a uma empresa de criação de software.

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Escrito por João Serra

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