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António Guterres aponta o dedo a Elon Musk e Jeff Bezos

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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em discurso na Assembleia Geral da ONU, criticou os milionários americanos da Tesla e Amazon, bem como Richard Branson, dono da Virgin.

Vários setores da população mundial têm mantido um foco crítico relativamente à recente competição espacial entre alguns dos homens mais ricos do planeta. Os mesmos foram acusados de utilizar os extensos recursos de que dispõem para uma “luta de egos” de multimilionários.

Como notado pelo El Mundo, esta foi a primeira vez que a temática pisou palcos tão relevantes como o da Assembleia Geral das Nações Unidas.

António Guterres, no seu discurso de abertura, perante nomes de proeminência diplomática, como o presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, lançou duras críticas a Elon Musk, Richard Branson e Jeff Bezos por estes “irem passear para o espaço enquanto milhões de pessoas passam fome na Terra.”

Em resposta a Guterres, o homem mais valioso do mundo e dono da Amazon prometeu doar mil milhão de dólares (aproximadamente 854 milhões de euros), a projetos de conservação, decisão, segundo Jeff Bezos, tomada a bordo da Blue Origin, onde viajou e observou que “A Terra parece frágil vista do espaço”.

Note-se que a viagem de Richard Branson, fundador do grupo Virgin, encontra-se sob investigação por parte da Administração de Aviação dos Estados Unidos, visto que o voo do milionário americano se desviou da trajetória autorizada, com a nave a receber avisos em forma de sinais luminosos, tendo estes sido ignorados pela tripulação da Virgin Galactic. A empresa nega quaisquer acusações.

Já Jeff Bezos iniciou a sua própria viagem espacial dias depois da de Richard Branson. Em declarações, após regressar à Terra, o empresário americano agradeceu a todos os funcionários e clientes da Amazon: “Quero agradecer a todos os empregados e clientes da Amazon, porque vocês pagaram isto tudo”. 

As mesmas tornaram-se polémicas devido a alegações, por parte do público e de várias organizações, de que a empresa norte-americana não respeita os direitos dos trabalhadores.

Escrito por João Serra

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