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Autárquicas: Mobilidade, ambiente e habitação marcaram debate lisboeta

Autárquicas

No debate das autárquicas desta quarta-feira, dia 15, os doze candidatos à Câmara Municipal de Lisboa marcaram presença.

Num momento assinado pelo tema da mobilidade, onde Fernando Medina foi fortemente criticado pelo plano de transportes e ciclovias, considerado desajustado à realidade e necessidades atuais da população de Lisboa por todos os candidatos. 

Na temática das ciclovias, a estratégia do atual Presidente da Câmara de Lisboa gerou uma onda geral de discórdia, com o candidato Carlos Moedas liderou o “ataque” a Fernando Medina, referindo “uma loucura de ciclovias mal construídas (…) quando vejo ciclovias que têm declives de 10%, quando eu vejo ciclovias que põem um ciclista em contramão com os carros (…) é necessária uma auditoria imediata do Laboratório Nacional de Engenharia Civil”.

O candidato pelo PS às autárquicas, no entanto, referiu, em resposta a Carlos Moedas, que fica “muito satisfeito que os modos suaves de mobilidade (…) sejam hoje tema de debate na cidade de Lisboa” visto que “há quatro anos atrás esse tema foi caricaturado como sendo uma cidade impossível de se andar de bicicleta”, considerando ter sido “fortemente criticado” quando instituiu um “plano de acessibilidade pedonal para substituir calçada por pavimento confortável por estar a atentar contra a história da cidade”.

Ter menos carros em Lisboa é um conceito protegido por todos os candidatos, mas estes divergem nas medidas a aplicar para alcançar o objetivo. 

O candidato pela CDU, João Ferreira, mencionou uma organização “da mobilidade à escala metropolitana para impedir a entrada das centenas de milhares de carros que diariamente” entram na cidade de Lisboa. 

Já Beatriz Gomes Dias, representante do Bloco de Esquerda nas autárquicas de Lisboa, defendeu que “precisamos de convencer as pessoas a deixarem os carros em casa. (…) Nós temos que garantir que os transportes públicos são fiáveis (…) mas também que sejam gratuitos”. 

As alterações climáticas foram também alvo de debate, com a representante do Nós Cidadãos, a mencionar que “os navios emitiram (…) valor superior à totalidade das emissões de automóveis que circulam, diariamente, nas oito cidades maiores do país”.

Tiago Matos Gomes, do Volt, defendeu um processo de arborização da cidade, com “mais corredores verdes”. 

Por fim, o turismo e habitação foram também destaque no debate eleitoral lisboeta, e Manuela Gonzaga, candidata do PAN, considera que “são “diabolizadas” as pessoas que fizeram um investimento enorme a nível individual” e que “não há limites para os hotéis”. 

João Patrocínio, do Ergue-te, ataca a ideia de “portugueses de papel” referindo que “cerca de 25% da população em Lisboa já não são portugueses” considerando que com isto “se perde a identidade”. 

Em resposta a João Patrocínio, Ossanda Líber, representante do “Somos Todos Lisboa”, avaliou as palavras do representante do Ergue-te como “um insulto aos Lisboetas”, sentindo que as mesmas não vinculam a opinião dos lisboetas.

A população de Lisboa decide, dentro de 10 dias, o destino da capital.

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Escrito por João Serra

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