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Barcelona – Benfica a nulos e encarnados têm agora de vencer

Barcelona

Um empate a zeros em Barcelona significa que o Benfica tem de vencer o próximo jogo, sendo que a formação blaugrana, em caso de empate ou derrota na Baviera, e vitória dos encarnados, dá o segundo lugar do Grupo E à turma de Jorge Jesus.

Num jogo marcado por vários momentos de possível golo, os homens de Xavi entraram na partida com pressão alta e a dominar em posse de bola, não deixando espaço para o Benfica criar nos primeiros minutos do encontro.

Com um onze composto por vários nomes jovens, como Gavi, Nico González e Demir, o Barcelona, logo aos 7 minutos, por intermédio do rapaz austríaco, criou, pela primeira vez, perigo à baliza de Odysseas, que foi obrigado a testar os seus reflexos.

Os encarnados, apesar da pressão exercida pela equipa da casa, começaram a ter algum espaço para construir, com esforços do meio campo, composto por Weigl e João Mário, e dos homens da frente, Yaremchuk, muito pressionado pela defensiva culé, Éverton e Rafa.

A equipa espanhola continuava a criar oportunidades de perigo até que, aos 33, Yaremchuk, num livre picado de João Mário, criou a primeira oportunidade para o Benfica, mandando por cima da baliza blaugrana. O ucraniano foi, no entanto, apanhado em posição irregular.

Os encarnados não demoraram a levar perigo a Ter Stegen mais uma vez, com um exímio canto de Éverton Cebolinha a chegar à cabeça de Roman Yaremchuk, que levou a uma enorme intervenção do guarda-redes alemão.

Aos 35 minutos, todavia, os homens de Jorge Jesus chegaram ao golo, por intermédio de Otamendi, que encheu Camp Nou na noite de terça-feira. Na sequência de mais um canto de Éverton, Rafa recebeu a bola no segundo poste da baliza barcelonista, entregando para o central argentino fuzilar, de pé esquerdo, as redes de Ter Stegen, sendo, no entanto, invalidado, pois, ao bater o pontapé de canto, o brasileiro deu efeito a mais ao esférico, fazendo com que este realizasse uma trajetória por fora da linha de fundo.

Já aos 43 minutos, Yusuf Demir, com um espetacular remate em arco, depois de uma investida individual pelo corredor direito, levou a bola à barra da baliza do guardião benfiquista, com os adeptos catalães a levarem as mãos à cabeça.

As equipas foram para os balneários sem golos, mas como excelentes apontamentos de parte a parte.

A turma de Xavi entrou no segundo tempo a querer ganhar, mas o Benfica não desistia do jogo, com a linha de três centrais, composta por Vertonghen, Otamendi e André Almeida, a encher o campo, com destaque para o defesa argentino, que aparentava estar em todo o lado, efetuando cortes a quase todas as bolas perigosas do Barcelona.

Vlachodimos também não esteve como mero espectador, com uma enorme intervenção aos 67 minutos da partida na sequência de um potente cabeceamento de Frenkie De Jong, após cruzamento do recém-entrado, Ousmane Dembélé.

Com a entrada de Darwin Núñez, o Benfica ganhou outra vida no capítulo da profundidade e foi causando mais problemas à equipa da casa.

Aos 83, no entanto, Ronald Araújo, depois de um enorme cruzamento de Jordi Alba, colocou a bola nas redes de Odysseas, mas o futebolista uruguaio estava em posição irregular.

Ao cair do pano, todavia, Darwin investiu e decidiu bem para o acabado de entrar, Haris Seferovic, com este a picar por cima de Ter Stegen e, com a baliza completamente escancarada, a falhar de maneira incrível, não conseguindo, assim, sentenciar a partida e dar a vitória às águias.

O Benfica precisa, desta forma, de uma vitória frente ao Dínamo Kiev, na Luz, e de um empate ou derrota por parte do Barcelona, frente ao Bayern, na Baviera, para passar aos oitavos da Liga dos Campeões, sendo que já tem lugar garantido na Liga Europa, caso algum destes requisitos não seja preenchido.

A turma da Luz prepara agora o jogo frente ao B-SAD, a contar para a Primeira Liga portuguesa, no sábado, dia 27.

Escrito por João Serra

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