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Bielorússia anuncia novas manobras militares conjuntas com a Rússia

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Alexander Lukashenko, presidente da Bielorússia, anunciou esta segunda-feira, dia 17, que se encontra a planear novas manobras militares conjuntas, para o mês de fevereiro, com a Rússia.

No decorrer de uma reunião com funcionários do Ministério da Defesa, Alexander Lukashenko afirmou que “Tencionamos realizar esses exercícios em fevereiro. Vamos fixar uma data exata e vamos divulgá-la, para que não sejamos acusados de trazer tropas sem aviso prévio e de quase partir para uma guerra”.

Lukashenko clarificou, ainda, que as manobras foram decididas no mês de dezembro, com Vladimir Putin, não tendo, no entanto, revelado um número de militares nem qualquer data específica.

“Estes devem ser exercícios normais, destinados a desenvolver um plano preciso no caso de um confronto com forças vindas do Ocidente”, disse o presidente da Bielorússia.

Estas manobras militares foram batizadas com o nome “Determinação da União 2022”, fazendo referência à aliança entre Minsk e Moscovo.

Relativamente à razão da realização destes exercícios, Lukashenko clarificou que se trata de uma resposta ao reforço dos meios da NATO na Polónia e nos países bálticos.

O presidente bielorusso explicou que “Varsóvia pediu à NATO para montar um sistema de apoio logístico e técnico multi-escalonado. Como militares, imediatamente nos interrogamos: porquê? Isso significa que eles estão a preparar-se para alguma coisa séria, pelo menos a longo prazo”.

Lukashenko acusou, ainda, a Ucrânia de “continuar a aumentar as suas forças” nas fronteiras.

O presidente da Bielorússia afirmou, igualmente, que a “situação atingiu um ponto em que há uma escalada do potencial militar na fronteira”.

Recorde-se que, recentemente, as tensões entre o Kremlin e o Ocidente aumentaram, sendo que Moscovo foi acusada de ter concentrado tropas junto à fronteira ucraniana, de modo a preparar um ataque ao país vizinho.

Já a Rússia nega qualquer intenção bélica, denunciando o fortalecimento da NATO junto às suas fronteiras e o projeto de integração da Ucrânia e da Geórgia na aliança militar.

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Escrito por João Serra

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