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Boris Johnson assume culpa por derrota eleitoral parlamentar

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Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, referiu, esta sexta-feira, após a derrota do Partido Conservador britânico numa eleição parlamentar parcial, que assume a responsabilidade pelo resultado negativo.

Helen Morgan, candidata dos Liberais Democratas do Reino Unido, saiu vencedora, esta quinta-feira, dia 16, da eleição no círculo uninominal de North Shropshire, com 47% dos votos.

Em resposta, Boris Johnson afirmou que, “Com toda a humildade, devo aceitar este veredicto”, acrescentando que “Sou responsável por tudo o que o governo faz e é claro que assumo a responsabilidade pessoal por isto”, mencionado, ainda, que entende “porque é que as pessoas se sentem tão frustradas”.

Este resultado pressiona cada vez mais o chefe do Executivo britânico, eleito em 2019, apesar de o mesmo manter a maioria absoluta do Parlamento.

Já para Helen Morgan, os eleitores deixaram “claro” que para o líder Conservador “a festa acabou”, segundo referiu a candidata dos Liberais Democratas, após o triunfo eleitoral.

Oliver Dowden, presidente do Partido Conservador, em conversa com a SkyNews, reconheceu que ​​”Os eleitores de North Shropshire estão fartos. Acho que queriam enviar um recado e (…) nós ouvimos claramente”.

Para o jornal “The Telegraph”, conhecido como pertencente ao lado conservador da imprensa britânica, o “fracasso” de Boris Johnson numa região controlada pelos Conservadores há quase dois séculos é uma “humilhação” para o chefe do Executivo.

Já o “The Guardian” escreve que a vitória de Helen Morgan “vai assustar muitos deputados Conservadores e arrisca levantar questões sobre o futuro de Johnson”.

Muito recentemente, ganhou a força a hipótese de uma moção de desconfiança contra Boris Johnson dentro do partido, o que levaria à sua substituição como primeiro-ministro do Reino Unido.

Caso tal plano seja posto em prática, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, e o ministro das Finanças, Rishi Sunak, são os favoritos a ocupar o cargo de chefe do Executivo.

Por sua vez, o deputado conservador, Roger Gale, referiu, em declarações à BBC, que ​​”O Partido Conservador tem a reputação de não fazer prisioneiros. Se o primeiro-ministro falhar, o primeiro-ministro vai embora”.

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Escrito por João Serra

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