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Catarina Martins afirma que Governo “não respeitou o parlamento para pôr mais dinheiro no Novo Banco”

Catarina Martins

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), afirmou, em declarações à imprensa, que é “absolutamente inaceitável” o uso de um mecanismo contabilístico, por parte do Governo, para “dar a volta ao parlamento” e colocar dinheiro no Novo Banco.

Aos jornalistas, a coordenadora do BE referiu que o “Bloco de Esquerda tinha razão quando disse a Mário Centeno que o que tinha sido prometido à Lone Star era uma garantia pública e que iriam ficar com o dinheiro todo”.

Catarina Martins considerou, ainda, ser absolutamente inaceitável que o Governo tenha recorrido a um mecanismo contabilístico de modo a “dar a volta ao parlamento e colocar dinheiro no Novo Banco que o parlamento tinha dito que não podia ser colocado”.

Para a coordenadora do BE, a situação é “absolutamente inaceitável. Um país deve ter prioridades e a prioridade deve ser o Sistema Nacional de Saúde”, acrescentando que o Governo “não respeitou o parlamento”.

A deputada repreendeu, ainda, o Governo, afirmando que o mesmo “também não respeitou o parlamento para pôr mais dinheiro no Novo Banco depois do parlamento já ter demonstrado que a Lone Star estava a fazer uma gestão que lesa o interesse público, lesa os cofres públicos, gerando imparidades de curto prazo para poder ir buscar mais dinheiro ao fundo de resolução”.

De acordo com o Jornal de Notícias (JN), João Leão, Ministro das Finanças, injetou 317 milhões de euros no Novo Banco, sendo que, assim, “fintou” o Parlamento que, com maioria, tinha bloqueado a solicitação do Governo de reservar uma dotação de despesa no Orçamento, de modo a injetar mais dinheiro na instituição.

O JN escreve que, mesmo levando nega do Parlamento, “em junho, o Novo Banco recebeu 317 milhões de euros e, na semana passada, o resto que estava em dúvida, mais 112 milhões de euros”.

O jornal acrescenta, ainda, que foram “No total os 429 milhões previamente acordados”, referindo que o dinheiro foi obtido através de um sindicato bancário, tendo sido, posteriormente, vertido no Fundo de Resolução que colocou os milhões no Novo Banco.

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Escrito por João Serra

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