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Condenados pelo homicídio de Malcolm X vão ser exonerados

Condenados pelo homicídio

Em 1966, Muhammad Aziz e Khalil Islam foram condenados pelo homicídio do líder dos direitos civis Malcolm X. Foram libertados na década de 80 e levaram a cabo uma incessante luta para limpar os seus nomes.

Muhammad Aziz e Khalil Islam, dois homens condenados pelo homicídio de Malcolm X, devem ser exonerados das suas sentenças esta quinta-feira, dia 18, segundo referido pelo procurador de Manhattan e os advogados de defesa.

A exoneração de Aziz e Islam é um reconhecimento de graves erros no decorrer da investigação, bem como no julgamento, que levaram os mesmos a serem condenados pelo homicídio do famoso líder dos direitos civis.

De acordo com o jornal “New York Times”, a exoneração é consequência de uma extensa investigação, de 22 meses, conduzida pela procuradoria de Manhattan em conjunto com os advogados dos dois homens.

A investigação concluiu que a polícia de Nova Iorque, bem como o FBI, esconderam provas fulcrais para o desenvolvimento do processo, que, caso tivessem sido apresentadas, teriam certamente resultado na absolvição de Muhammad Aziz e Khalim Islam.

Diversos documentos do FBI continham informação que apontava para outros suspeitos que não os dois homens condenados pela morte de Malcolm X. Um dos dados não revelados foi a presença de agentes à paisana no Audubon Ballroom, em Manhattan, onde, a 21 de fevereiro de 1965, quando começava a discursar, o ativista foi morto a tiro por três homens.

A polícia de Nova Iorque tinha, ainda, no seu arquivo, um documento indicativo de que um jornalista do “The New York Daily News” recebeu um telefonema na manhã do assassinato de Malcolm X no qual foi informado de que o líder dos direitos civis seria morto.

O procurador de Manhattan, Cyrus R. Vance Jr., mostrou arrependimento, por parte das autoridades, pedindo desculpas a Muhammad Aziz e Khalil Islam e realçando que as falhas no processo de investigação e julgamento não podem ser apagadas mas que pode ser “reconhecida a gravidade do erro”.

Vance Jr. frisou que “Isto aponta para a verdade de que as forças da autoridade ao longo da história têm falhado frequentemente em estar à altura das suas responsabilidades. Estes homens não tiveram a justiça que mereciam”.

Tanto Aziz como Islam sempre reivindicaram a sua inocência, tendo passado as décadas pós-libertação a lutarem pelo bom-nome de ambos. Muhammad Aziz tem atualmente 83 anos, tendo saído da prisão no ano de 1985. Já Khalil Islam foi libertado em 1987 e faleceu em 2009.

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Escrito por João Serra

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