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Conselho de Ministros decide hoje novas medidas

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Esta quinta-feira, dia 25, o Conselho de Ministros reúne-se para decidir as novas medidas de proteção contra a pandemia de covid-19, sendo que o primeiro-ministro, António Costa, deverá apresentá-las depois de dois dias a receber os partidos.

A reunião do Conselho de Ministros, iniciada pelas 9h30, será presidida por António Costa, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, sendo esta a principal “sede” para as reuniões do Conselho de Ministros, desde o começo da pandemia.

Para o final da reunião está marcada uma conferência de imprensa, de acordo com informação enviada às agendas, sendo que a hora da mesma não se encontra ainda determinada.

Esta reunião ocorre apenas um dia depois de Portugal ter registado 3.773 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, o valor mais alto desde 28 de julho.

Deverá ser o próprio Primeiro-Ministro a anunciar as novas medidas de combate à pandemia, tendo em conta as declarações de António Costa, que negou sempre qualquer hipótese de adiantar medidas, considerando esta uma altura para reunir com os partidos e peritos.

Na terça-feira, à imprensa, repetindo a mesma ideia um dia depois, o Primeiro-Ministro afirmou que “não é dia de falar, hoje é dia de ir ouvir os partidos, amanhã continuar a ouvir os partidos e quinta-feira falarei”.

Recorde-se, que já na passada sexta-feira, António Costa reuniu com políticos e especialistas no Infarmed para discutir a situação epidemiológica vivida no país, num momento em que Portugal registava um crescimento das taxas de incidência e transmissão da covid-19.

Entre terça e quarta-feira, o Primeiro-Ministro chamou ao Palacete de São Bento todos os partidos com assento parlamentar de modo a recolher todos os seus contributos e pontos de vista.

Os últimos a serem recebidos foram o PS e o PSD, sendo que Rui Rio argumentou que é necessário fazer de tudo para proteger a população da evolução do SARS-CoV-2, mas sem regressar a contextos de confinamento ou fechos da economia, assumindo uma postura de objeção para com “medidas mais pesadas” e, no entanto, mostrando disponibilidade dos sociais-democratas para apoiar medidas de maior alcance num futuro próximo.

Já os socialistas falaram na possibilidade de um reforço do controlo fronteiriço para atenuar o avanço da pandemia, considerando que a recomendação do teletrabalho é um instrumento a ter em conta.

Após reunião com o Sindicato Independente dos Médicos, na quarta-feira, Catarina Martins, coordenadora do BE, defendeu que seria “falhar ao essencial” se o Governo apenas anunciasse medidas de combate à pandemia de responsabilidade individual e não avançasse, de igual modo, com o urgente reforço de profissionais do Serviço Nacional de Saúde.

A maioria dos partidos, na primeira ronda de audiências, opôs-se a um novo confinamento, com Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, a esclarecer que o Governo não pondera avançar com “restrições significativas”.

Já o Chega assumiu a posição de que o Governo deverá impor a apresentação de certificado digital de vacinação contra a covid-19 e de um teste negativo para a entrada em bares, discotecas e grandes eventos. Segundo André Ventura, a restauração deverá ficar fora desses planos, sendo que, nesses casos, apenas será exigido um certificado, “independentemente da hora e do dia”.

Já no panorama da utilização de máscaras, a porta-voz do PAN transmitiu a “preocupação” do Governo relativamente ao uso de máscara em espaços como “estádios de futebol, concertos e discotecas”, sendo que o Chega acrescentou que o executivo “está inclinado” para tornar o uso de máscara obrigatório “dentro de espaços” fechados e recomendar a sua utilização no exterior.

Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS-PP, afirmou, ainda, que o Governo tem como objetivo priorizar, até ao Natal, a terceira dose de vacinas para os mais idosos, não tendo, de momento, “nada planeado” para as crianças.

Escrito por João Serra

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