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Costa procura diálogo porque “maioria absoluta não é poder absoluto”

Costa

O reeleito primeiro-ministro português, António Costa, garantiu a promoção de diálogo com as diferentes forças políticas nacionais, à exceção do Chega, afirmando que “uma maioria absoluta não é poder absoluto, não é governar sozinho”.

António Costa foi o “grande vencedor” das eleições legislativas antecipadas de 2022, tendo saído com mais de metade dos deputados do parlamento. O reeleito primeiro-ministro, no entanto, garantiu que “Uma maioria absoluta não é poder absoluto, não é governar sozinho”.

“É governar com e para todos os portugueses. Esta maioria será uma maioria de diálogo com todas as forças políticas que representam os portugueses na sua pluralidade”, afirmou Costa.

Face aos resultados das eleições antecipadas, António Costa considerou que os “portugueses mostraram um cartão vermelho à ingovernabilidade”, assumindo que a “missão é virar a página da pandemia e recuperar todos os setores afetados”.

O primeiro-ministro falou, também, em diálogo com as diferentes forças políticas portuguesas, colocando o Chega “fora do baralho”. “Em democracia ninguém governa sozinho”, afirmou.

Relativamente ao que se pode esperar do recém-reeleito governo do Partido Socialista (PS), Costa prometeu uma “task-force para a recuperação do país”, bem como um governo “verdadeiramente mais curto” e a manutenção de uma cooperação institucional com Marcelo Rebelo de Sousa.

O secretário-geral do PS mencionou, ainda, ver a vitória como “um voto de confiança, uma enorme responsabilidade pessoal no sentido de promover os consensos necessários na Assembleia da República, em sede de concertação social e no conjunto da sociedade portuguesa”.

António Costa aproveitou o momento do discurso para agradecer aos participantes que contribuíram para a realização do ato eleitoral, “independentes” que apoiaram o PS, sindicalistas e pessoal das mesas de voto. Para o secretário-geral do PS, esta “foi uma vitória da humildade, confiança e pela estabilidade”.

Costa enviou, igualmente, “um grande abraço a Carlos César”, presidente dos socialistas, que não pode estar presente por motivos de saúde, bem como agradecimentos a Duarte Cordeiro, diretor de campanha, e à sua mulher, Fernanda Tadeu, que, de acordo com o próprio, é “uma simpatizante tão simpatizante que até parecia militante”.

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Escrito por João Serra

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