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ECDC monitoriza novo vírus na China

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O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) revelou estar a monitorizar um vírus recém-identificado na China.

“Como parte das suas atividades de inteligência epidémica, o ECDC está a monitorizar a ocorrência de infeções com agentes patogénicos humanos emergentes, incluindo vírus do género henipavírus”, informou a agência, citada pela Lusa.

O ECDC realça, ainda, que, “com base na informação limitada atualmente disponível, o risco para cidadãos da UE que visitam ou residem nas províncias de Shandong e Henan da China, onde o vírus foi notificado, é considerado muito baixo”.

“Do mesmo modo, o risco de infeção para os cidadãos da UE na Europa é considerado muito baixo”, mencionou.

Este vírus recém-identificado já infetou, até ao momento, 35 pessoas na China, sendo que os sintomas se manifestaram entre 2018 e 2021, de acordo com um estudo publicado no início deste mês, no “The New England Journal of Medicine”, sendo assinado especialistas da Austrália, China e Singapura.

Estes mesmos investigadores recrutaram, entre os meses de abril de 2018 e agosto de 2021, indivíduos com suspeitas de doenças zoonóticas em hospitais chineses.

Os casos de infeção e coinfenção (26 e 9, respetivamente) com LayV foram diagnosticados em Shandong e Henan.

Os sintomas das 26 pessoas infetadas unicamente com o vírus LayV (a maioria agricultores e mulheres com idade igual ou superior a 45 anos) apresentavam sintomas como febre, anorexia, fadiga, náuseas ou vómitos, tosse, dores de cabeça e musculares, sofrendo, por vezes, de alterações na função dos rins e do fígado ou na produção de células sanguíneas.

A mesma investigação aponta o musaranho como principal reservatório natural do vírus e que a infeção por LayV pode ser esporádica, dado que não houve qualquer contacto próximo ou histórico de exposição comum entre os doentes.

Os especialistas consideram, ainda, que esta descoberta “merece uma investigação adicional para compreender melhor a doença humana associada”.

Devido à pequena quantidade de amostras, não foi possível concluir se o vírus se transmite entre humanos.

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Escrito por João Serra

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