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EUA querem relação “marcada pela previsibilidade e estabilidade” com a Rússia

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Lloyd Austin, secretário de defesa dos Estados Unidos (EUA), afirmou, esta sexta-feira, dia 22, que os norte-americanos desejam ter uma relação estável e previsível com o Kremlin, isto após Moscovo decidir encerrar a representação diplomática na NATO.

O secretário de defesa norte-americano marcou que o presidente dos EUA, Joe Biden, “quer previsibilidade e estabilidade em qualquer relacionamento com a Rússia”. Estas afirmações vêm após dois dias de reunião, em Bruxelas, entre os ministros da Defesa dos Estados-membros da NATO.

De acordo com Austin, Washington deseja assegurar um apoio contínuo aos aliados do país ​​ “no desejo de proteger os territórios soberanos e de aumentar a resiliência”.

Esta quinta-feira, dia 21, foi analisado o processo de resposta da NATO à ameaça dos sistemas de mísseis da Rússia, pelos ministros da Defesa da Aliança Atlântica, após um novo momento de inquietação com a capital russa. 

O Kremlin tomou a decisão de abandonar a missão diplomática na NATO após a expulsão de diversos diplomatas russos por suspeitas de espionagem.

O secretário da aliança militar, Jens Stoltenberg, afirmou, na quinta-feira, que “Não vamos refletir sobre o comportamento desestabilizador da Rússia. E não temos a intenção de lançar novos mísseis nucleares terrestres na Europa”, acrescentando que a NATO deu prioridade a “um pacote equilibrado de medidas políticas e militares para responder a esta ameaça”. 

Este pacote refere-se à atualização das defesas aéreas e de mísseis, o fortalecimento das capacidades convencionais com aeronaves de quinta geração, a adaptação de exercícios e inteligência e a melhoria na prontidão e eficácia da dissuasão nuclear dos aliados, que aprovaram um novo plano geral para defender a Aliança em situações de crise.

Segundo Stoltenberg, salientando que os Estados-membros estão todos na mesma página relativamente aos novos objetivos e ao processo de planeamento de defesa da NATO, o plano tem o objetivo de “garantir que continuamos a ter as forças certas no lugar certo, na hora certa. Para proteger os nossos mil milhões de cidadãos contra qualquer ameaça”.

O secretário-geral da NATO acrescentou, ainda, que “todo o espetro de capacidades e sistemas de defesa” passa por um processo de análise, sendo depois definidos os objetivos de capacidade que levam à defesa mútua de todos os aliados.

Esclareceu, ainda, que “Concordamos em disponibilizar mais forças com maior disponibilidade” e encontrar formas da NATO se manter “atualizada a nível tecnológico”.

Escrito por João Serra

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