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Ex-Ministro da Defesa fala sobre sanções da UE à Rússia

ex-ministro da defesa

José Alberto Azeredo Lopes, ex-Ministro da Defesa, falou sobre as sanções aplicadas pela União Europeia como “medida de coragem”.

Azeredo Lopes argumentou, esta terça-feira, dia 8, que a redução da importação de petróleo russo por parte de diversos países é “um golpe terrível”.

O ex-Ministro da Defesa português, num artigo de opinião da CNN, defendeu, igualmente, que o anúncio, por parte de Bruxelas, sobre reduzir a importação do gás russo em dois terços até ao final do ano procura “enfraquecer de vez, ou pelo menos de forma perene, a ameaça russa, qualquer que seja o regime que nela se instale” e “limitar a zero ou próximo do zero a dependência energética relativamente à Rússia”.

Azeredo Lopes avisa, no entanto, que a União Europeia “vai ter de aguentar as repercussões”, visto que as importações de petróleo proveniente da Rússia representam percentagens entre 5% e 80% no bloco europeu. 

O ex-Ministro afirma, todavia, que a Rússia enfrentará “um destino sombrio” que se estenderá para lá do atual governo de Vladimir Putin, graças à redução da importação de 40% para cerca de 13% na União Europeia, bem como com a interrupção da importação por parte dos Estados Unidos.

Focando na União Europeia, Azeredo Lopes fala numa “medida de coragem”, explicando que as mesmas são “tanto mais corajosas quanto maior for o impacto, direto ou indireto, na economia de cada um. Por isso, se eu tiver 1000 e prescindir de 50, não sou herói coisa nenhuma. Sou é corajoso se, tendo 100, prescindir também de 50. […] Vai haver os que vão continuar a não depender; e aqueles que vão, tão-só, com mais ou menos sacrifícios, reconstituir de forma laboriosa novas dependências. É a vida, ninguém disse que as relações internacionais se desenvolviam no Céu”.

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Escrito por João Serra

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