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Frederik de Klerk, Nobel da Paz e último presidente no Apartheid, morre aos 85 anos de idade

Frederik de Klerk

Morreu o último presidente sul-africano do Apartheid, Frederik de Klerk, segundo anunciado esta quinta-feira, dia 11, pela sua fundação.

Frederik de Klerk foi o último presidente da África do Sul em tempos de Apartheid, tendo sido condecorado, em 1993, com o Prémio Nobel da Paz.

O mesmo Nobel foi dividido com Nelson Mandela, graças aos esforços de ambos em acabar com o regime de segregação do Apartheid, visto que, como último presidente desse sistema político, supervisionou o término do governo de minoria branca.

De acordo com o porta-voz da Fundação FW de Klerk, após uma batalha contra o cancro, acabou por morrer na sua residência, na cidade do Cabo, aos 85 anos de idade.

Num discurso ao parlamento sul-africano, realizado a 2 de fevereiro de 1990, Frederik de Klerk anunciou a libertação de Nelson Mandela, após 27 anos de prisão.

No mesmo discurso, perante o parlamento, de Klerk anunciou, de igual modo, o levantamento da proibição do Congresso Nacional Africano (ANC) e diversos outros partidos que se opunham ao regime do Apartheid, sendo de notar que tinha sido eleito apenas cinco meses antes deste discurso.

O momento ficou marcado, também, pela imagem de vários membros do parlamento a abandonarem a câmara enquanto Frederik de Klerk discursava. Apenas nove meses depois, Nelson Mandela saiu em liberdade.

Quatro anos depois destas tão importantes declarações feitas por de Klerk, o homem que libertou e com quem partilhou o Nobel da Paz foi eleito o primeiro presidente negro da África do Sul, num processo eleitoral que envolveu, pela primeira vez na história do país, a votação por parte da população negra sul-africana.

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Escrito por João Serra

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