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Fuga de João Rendeiro demonstra “ineficiência” da Justiça

fuga de João Rendeiro

A associação cívica de utilidade pública Transparência e Integridade considera a fuga de João Rendeiro, ex-banqueiro, um “sinal inequívoco da falta de eficácia e ineficiência” da justiça e de “falhas na Estratégia Nacional Anti-Corrupção”.

Em comunicado, a Transparency International (TI) declarou que “A fuga de João Rendeiro, ex-presidente do Banco Privado Português (BPP), é um sinal inequívoco da falta de eficácia e da ineficiência do atual sistema de justiça, sobretudo tratando-se de processos envolvendo criminalidade económico-financeira”, considerando que “tal como João Rendeiro, a Estratégia Nacional Anticorrupção encontra-se em parte incerta”.

João Paulo Batalha, ex-presidente da associação, em declarações à Lusa, afirmou que o sucedido é exemplo do funcionamento da justiça portuguesa que “parece garantir a impunidade dos poderosos”, justificando o mesmo com o “arrastar do processo”, bem como com “a fuga do ex-banqueiro João Rendeiro que foi facilitada pela incúria e pelo processualismo com que os magistrados olham para o caso” do BPP.

A fuga de João Rendeiro para o estrangeiro, tal como o caso que o envolve, demonstram que “ficou a faltar uma análise objetiva e realista do perigo de fuga” do antigo presidente do BPP, afirmou o ex-presidente da Transparência e Integridade.

O mesmo considera, ainda, que a Justiça “pelo menos devia ter tirado o passaporte” a Rendeiro.

Batalha fala de um jogo de “passa-culpas” entre magistrados e políticos, realçando que é necessário “perceber o que correu mal no caso concreto, apurar de quem são as responsabilidades, identificar os entraves na lei e impedir que isto volte a acontecer”.

O ex-banqueiro afirma que não pretende regressar a Portugal por se sentir injustiçado, revelando que irá recorrer a instâncias internacionais, após ter sido condenado a prisão efetiva, na passada terça-feira, dia 28, por burla qualificada.

João Rendeiro, no seu blogue “Arma Crítica”, disse que já pediu ao advogado para informar a Justiça portuguesa da sua decisão, afirmando que se tornou “bode expiatório de uma vontade de punir os que, afinal, não foram punidos”.

Forças policiais e internacionais já receberam os mandados de detenção contra o ex-presidente do BPP para que o mesmo cumpra a medida de coação de prisão preventiva, de acordo com o despacho do Tribunal criminal de Lisboa, de quarta-feira, dia 29.

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Escrito por João Serra

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