Início » Notícias » Greve climática regressa às praças e avenidas do país
Nacional Notícias

Greve climática regressa às praças e avenidas do país

greve climática

A greve climática estudantil, que surgiu com a jovem ativista sueca Greta Thunberg, em 2019, voltou hoje, dia 24, às ruas de várias cidades a nível global.

Em território português, a organização representa o movimento Fridays for Future, na luta pela justiça climática, havendo protestos marcados em 14 cidades em Portugal. Albufeira, Aveiro, Braga, Caldas da Rainha, Coimbra, Faro, Funchal, Guimarães, Lisboa, Mafra, Porto, Santarém, Sines e Viseu são as localidades onde as manifestações climáticas aconteceram.

Na capital, a concentração estava marcada para as 10h00, no Jardim Amália Rodrigues, situado no Parque Eduardo VII, enquanto que na cidade do Porto, as manifestações começaram pelas 15h00, numa marcha entre a Praça da República e os Aliados.

Olhando mais para o sul do país, realizou-se uma marcha da Escola Básica e Secundária de Albufeira até à Câmara Municipal, pelas 10h30, enquanto que, em Faro, os protestos passaram por uma mobilização, pelas 10h30, desde Jardim Manuel Bívar, caminhando pelas Secundárias e Campus da Penha, até ao Fórum.

Na cidade de Aveiro, iniciou-se uma marcha no Jardim da Fonte Nova, pelas 10h; em Braga, os protestos irão começar às 18h00, na Praça do Município.

Em Coimbra, os protestos estão divididos em duas ações: uma marcha com começo na Praça da República e com destino à Praça 8 de Maio, iniciada às 15h00, e uma manifestação “Faz Pelo Clima”, em frente à Câmara Municipal, às 17h30.

Em Guimarães, iniciou-se uma marcha, pelas 15h00, no Largo Condessa Mumadona; no Funchal, foi, também, realizada uma marcha em frente à Assembleia Legislativa da Madeira.

Em Mafra, teve lugar uma concentração no Palácio de Mafra, pela manhã; já em Santarém, foi organizada uma marcha, pelas 10h00, no Jardim da República.

Em Sines, houve uma marcha que teve lugar no Jardim das Descobertas; por último, em Viseu, realizou-se uma manifestação em frente à Câmara Municipal.

É já a oitava vez que os estudantes portugueses convocam esta greve climática, assentando em mais de 1200 pelo mundo inteiro.

Numa nota divulgada pela Fridays for Future, o movimento afirma que os protestos intimam “os colonizadores do Norte” a saldar “a dívida climática pela quantidade desproporcional” de emissões poluentes ao longo da História.

No manifesto pode, ainda, ler-se que “A crise climática não existe num vácuo. Outras crises socioeconómicas como o racismo, o sexismo, a discriminação de deficientes, desigualdade de classe e outras amplificam a crise do clima e vice-versa”.

Para o movimento, o “némesis” do movimento está identificado: “a elite do Norte Global que causou a destruição das terras dos ‘Povos e Áreas Mais Afetados’ através do colonialismo, imperialismo, injustiças sistémicas e ganância cruel que acabou por causar o aquecimento do planeta”.

A Fridays for Future defende, também, que são necessários “planos concretos e orçamentos carbónicos anuais, não os planos vagos de neutralidade carbónica com que os líderes mundiais têm acenado”.

Outras medidas pedidas pelo movimento passam pelas “reparações climáticas antirracistas”, a anulação de dívidas decorrentes de fenómenos climáticos extremos e “fundos de adaptação” que sirvam as comunidades. 

Subscreva para receber notícias semanais e campanhas especiais.

Escrito por João Serra

Publicidade

Publicidade