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IPMA: Calor de outubro deixou Baixo Alentejo e Algarve em seca severa

IPMA

Outubro veio acompanhado de um elevado calor, pelo que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) considerou o mês “muito quente” em relação à temperatura do ar e regular em relação à precipitação.

No mês de outubro de 2021 foram registadas temperaturas acima do usual, isto é, relativamente à temperatura do ar, pelo que o IPMA classificou o mês como “muito quente”.

O “valor médio da temperatura média do ar, 17.73 °C, foi o 6.º mais alto desde 2000”, sendo que o mais elevado de sempre foi alcançado em “2017 com 19.57 °C”, segundo os dados presentes no boletim climático do IPMA.

O documento refere, ainda, que valores médios de temperatura do ar maiores aos registados neste mês de outubro verificaram-se em 20% dos anos desde 1931.

O relatório expõe, também, que o “valor médio de temperatura máxima do ar, 23.69 °C, foi superior ao valor normal, + 2.46°C, sendo o 5.º valor mais alto desde 2000 (mais alto em 2017, 27.11 °C)” e o “valor médio de temperatura mínima do ar, 11.77 °C, foi 0.58 °C superior ao valor normal”. 

Carrazeda de Ansiães, município pertencente ao distrito de Bragança, registou o menor valor de temperatura mínima, nos dias 24 e 28 do mês de outubro (0,2 graus).

Já o maior valor de temperatura mínima foi registado em Mora, no distrito de Évora, no dia 7 de outubro (34,2 graus).

Segundo o IPMA, tudo indica que o mês de novembro irá seguir o mesmo caminho, visto que os valores de temperatura máxima do ar se mantém quase sempre acima do valor normal.

O calor acima do usual e a falta de chuva levou a um aumento na intensidade da seca verificada no Baixo Alentejo e no Algarve, de acordo com o IPMA, sendo que alguns locais nestas regiões se encontram na classe de seca severa.

No Alto Alentejo verificou-se, no entanto, uma diminuição da área sem seca meteorológica.

No final do mês de outubro, 40% de Portugal Continental estava em chuva fraca, 31,8% normal, 13,6% em seca fraca, 11,6% em seca moderada e 3% em seca severa, segundo os dados do índice meteorológico de seca (PDSI), disponibilizado no site do IPMA.

O PDSI é classificado pelo IPMA em nove classes, sendo que as mesmas variam entre “chuva extrema” e “seca extrema”.

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Escrito por João Serra

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