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Kremlin multa Google em 87 milhões de euros

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Devido à plataforma não ter removido conteúdo considerado “proibido”, a Rússia condenou a Google, esta sexta-feira, a uma gigante multa de 87 milhões de euros, evidenciando uma pressão cada vez maior do Kremlin contra grandes empresas do mundo digital.

Através de várias multas aplicadas a empresas digitais, por estas não removerem conteúdo ilegal, as autoridades da Rússia têm vindo a ser crescentemente pressionantes relativamente ao controlo do funcionamento da Internet.

Mais um exemplo desta pressão exercida pelo Kremlin é a multa no valor de 7,2 mil milhões de rublos, isto é, cerca de 87 milhões de euros, atribuída à multinacional de serviços online, Google.

Foi revelado, pela assessoria de imprensa do departamento de Justiça de Moscovo, que tanto a multa, como o seu valor, advém do facto de a empresa norte-americana ser reincidente, visto que não removeu conteúdo “proibido” da sua plataforma, apesar de advertências prévias.

Por sua vez, a assessoria de imprensa da Google afirmou que a empresa californiana irá “estudar os documentos do tribunal e depois decidir sobre as medidas a serem adotadas”.

A empresa digital Meta, que contra a rede social Facebook, poderá ser outra visada pelo sistema de penalizações do Kremlin, visto que foi julgada pelo mesmo tribunal da capital russa.

A agência russa encarregue das telecomunicações, Roskomnadzor, ameaçou, em novembro, o conglomerado norte-americano de Mark Zuckerberg com multas entre 5% e 10% da faturação anual da sua subsidiária no país.

As autoridades russas ameaçaram, igualmente, deter funcionários da Google, bem como da Apple, caso estes cooperem com as investigações.

Recorde-se que, em setembro, antecedendo às eleições na Rússia, o Kremlin obrigou as duas empresas a retirarem uma aplicação do líder da oposição russa, Alexei Navalny, das suas lojas virtuais.

Os russos procuram, de igual forma, desenvolver um sistema de “Internet soberana”, o que permitirá ao país isolar-se dos restantes servidores globais.

Apesar do receio de diversas organizações não-governamentais, o Governo russo nega quaisquer ideias de pretender construir uma rede nacional controlada, como acontece na China.

Vladimir Putin, em janeiro deste ano, afirmou que as grandes empresas do panorama digital competem com o Estado e denunciou as suas “tentativas de controlar severamente a sociedade”.

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Escrito por João Serra

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