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Marcelo Rebelo de Sousa: “Não podemos ter recaídas”

Marcelo Rebelo de Sousa

Segundo sublinhou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, “boa parte do mundo está em pandemia”, o que atrasa a recuperação económica. Falou, ainda, de Portugal não poder “ter recaídas”.

Em conversa por videoconferência, transmitida hoje na 4ª edição Fórum Euro-África, com o presidente angolano, João Lourenço, Marcelo Rebelo de Sousa disse, alertando, que “Se tudo correr bem, daqui a um ano ou menos de um ano estaremos a discutir cada vez mais o pós-pandemia. E é esse o grande desafio de quem está a participar neste fórum hoje: não se esquecer de que é preciso superar bem a pandemia, não podemos ter recaídas”.

O Presidente da República aproveitou, ainda, para reforçar a ideia, afirmando que “Não podemos ter recaídas, seriam fatais”.

O chefe de Estado português declarou, também, que “não se pode perder tempo” na recuperação socioeconómica, sendo esta “uma das lições da pandemia”.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que, “Para recuperarmos e darmos um salto qualitativo, na transição da energia, na transição do digital, nas formas de financiamento do futuro económico a curto prazo, em novos estatutos e novas formas de investimento – e aí a imaginação dos empresários, da sociedade civil é crucial – não se pode perder tempo”.

O Presidente português aproveitou, ainda, para salientar que “boa parte do mundo ainda está em pandemia”, sendo que esta é “uma questão prévia fundamental quando se fala de desenvolvimento económico, desenvolvimento social”, que “muitas vezes não se compreende, sobretudo na Europa”.

O chefe de Estado considerou que a discussão de uma realidade em que “Em muitos países europeus, nomeadamente do Leste europeu, em muitos países africanos, asiáticos, americanos, nomeadamente latino-americanos, a pandemia existe”, ainda se faz sentir, acrescentando que “Existe e condiciona o arranque económico, o arranque social”.

Marcelo Rebelo de Sousa falou, também, num “atraso na recuperação económica”, dirigindo-se aos “empresários, gente do mundo do trabalho, responsáveis públicos” e mencionando, como exemplo, a China, “que está a produzir para o mercado interno, mas ainda não está a exportar o que exportava”, explicando que “isso que está a ocorrer, e está a ocorrer um pouco por todo o mundo, tem a ver com o facilitar-se, considerar-se que o problema da pandemia está ultrapassado”.

O chefe de Estado português tocou, de igual modo, no panorama da saúde pública, defendendo que, “Para o funcionamento das escolas, para o funcionamento da atividade económica, para certas reuniões mais amplas às vezes familiares ou outras de natureza socioprofissional ou social, a prática da testagem – naturalmente não da forma intensiva com que aconteceu em fases anteriores – é muito importante, para irmos monitorizando a evolução da situação”.

O Fórum Euro-África é um evento organizado pela associação sem fins lucrativos criada em 2012, “Conselho da Diáspora Portuguesa”, com o alto patrocínio de Cavaco Silva, e com o objetivo de institucionalizar uma rede de contactos entre portugueses e lusodescendentes.

Escrito por João Serra

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