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Membros da Resistência Galega confessam crimes

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Quatro membros do grupo que tinha como objetivo a independência da Galiza e de parte do Norte de Portugal confessaram os seus crimes.

Esta segunda-feira, quatro membros da Resistência Galega, grupo terrorista responsável por 35 ataques com explosivos, em diversas áreas de Espanha, confessaram os crimes e aceitaram as penas acordadas com o Ministério Público espanhol e a Associação das Vítimas do Terrorismo. 

Antón García Matos e Asunción Losada Camba receberam a pena mais pesada de 28 anos e três meses de prisão, sendo que se encontravam acusados de serem os dirigentes do grupo, fabrico e tráfico de explosivos, posse ilegal de armas e falsificação de documentos, de acordo com o jornal “El Mundo”.

Por sua vez, Miguel García Nogales e Xoan Manuel Sánchez, os outros dois membros, foram condenados a quatro anos e meio e três de prisão, respetivamente, por pertencerem a uma organização terrorista. 

Na verdade, Miguel García Nogales foi o único arguido a querer prestar declarações em tribunal.

“Quero acrescentar que, apesar de reconhecer os factos e aceitar a decisão do tribunal, considero que nem eu nem os meus irmãos somos definidos pelo adjetivo de terroristas. A minha militância nunca foi orientada para o terror, mas, pelo contrário, para o amor. Milito para cimentar, para espalhar amor pela Galiza, que é um país em perigo de extinção”, afirmou García Nogales.

O Ministério Público espanhol, na acusação, indicava que o grupo procurava conseguir a independência da Galiza e de parte do Norte de Portugal, sendo que “​​justificavam o uso da violência contra pessoas e bens como único meio de atingir os seus objetivos”.

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Escrito por João Serra

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