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NATO fala em movimentos de tropas russas “inusuais”

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Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, admoestou, esta segunda-feira, a Rússia relativamente a “novas ações agressivas” na fronteira com a Ucrânia, onde, segundo o próprio, se verificam movimentos militares russos “importantes e inusuais”. 

Em conferência de imprensa decorrida em Bruxelas, no quartel-general da NATO, e em conjunto com Dmytro Kuleba, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Jens Stoltenberg afirmou que “Todas as novas provocações ou ações agressivas por parte da Rússia são muito preocupantes. Nós apelamos à Rússia para que seja ‘transparente’ sobre as atividades militares”.

Foi pedido, igualmente, por parte da Alemanha, que Moscovo mostrasse “moderação”, após terem sido registadas movimentações de tropas russas na fronteira ucraniana.

Em declarações à imprensa em Berlim, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha declarou que “Vemos estas atividades militares da Rússia com inquietação”, acrescentando, ainda, que “Devemos impedir uma escalada militar” e apelando ao Kremlin que volte ​​”à mesa das negociações”.

Na verdade, os Estados Unidos e a França, bem como a União Europeia, já tinham revelado algum “desconforto” relativamente ao destacamento de tropas russas junto à fronteira com a Ucrânia.

Recorde-se que as tensões na região fronteiriça agravaram-se após a anexação russa, em 2014, da península ucraniana da Crimeia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, afirmou, em Bruxelas, que “O que estamos a ver atualmente ao longo da fronteira não é um reforço puramente da força militar, porque a Rússia já trouxe uma ‘armada militar’ para as nossas fronteiras na primavera e nunca a retirou desde essa altura”.

Kuleba acrescentou, ainda, que o que se está a verificar “é a deterioração da situação em que a Rússia tenta demonstrar que pode ativar rapidamente tropas e material e, para os dirigentes russos, todas as opções, incluindo opções militares, estão sobre a mesa”.

Jens Stoltenberg realçou que a NATO acompanha de perto a situação e sublinhou que os aliados consideram a anexação da Crimeia “ilegal”.

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Escrito por João Serra

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