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Ómicron pode vir a representar 80% dos casos no final do ano

Ómicron

Segundo a Ministra da Saúde, Marta Temido, a Ómicron pode vir a representar 80% dos casos em território nacional até ao final do ano, sendo que admitiu, ainda, um “agravamento” do impacto sobre os serviços de saúde, devido à nova variante Ómicron.

Em conferência de imprensa, realizada com o intuito de atualizar a informação epidemiológica do país, Marta Temido referiu que a eficácia das vacinas é menor no combate à nova variante Ómicron.

Contando com a presença dos investigadores do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), João Paulo Gomes e Baltazar Nunes, a Ministra da Saúde afirmou que “Há uma aparente diminuição da efetividade vacinal”.

Marta Temido apontou, ainda, que “o país tem mantido a situação epidemiológica controlada”, exemplificando com o índice de transmissibilidade (Rt), que “se mantinha acima de 1 desde meados de outubro” e tem vindo a reduzir desde então.

Isto, segundo a ministra, significa “que o esforço de todos tem estado a resultar”, havendo, no entanto, “uma nova dificuldade” no surgimento da variante Ómicron, que foi identificada em Portugal a 28 de novembro.

Marta Temido referiu que a prevalência da nova variante da covid-19 já se encontra, aproximadamente, nos 20%, sendo que se prevê que alcance os 50% na semana de Natal, e os 80% até ao final do ano.

A Ministra da Saúde mencionou que a Ómicron é mais transmissível que a Delta, argumentando sobre uma maior necessidade do “uso de máscaras”, “vacinação” e “controlo de fronteiras”, referindo, ainda, que “O período de contenção de 2 a 9 de janeiro não pode ser visto como um momento de compensação”.

Marta Temido, juntamente com Baltazar Nunes, do INSA, revelaram que tudo aponta para que esta nova variante seja menos grave a nível de infeção, admitindo, no entanto, um “agravamento” do impacto sobre os serviços de saúde.

Estamos com uma utilização de serviços de saúde que começa a ressentir-se de uma procura mais intensa”, afirmou a tutela, informando que as administrações regionais de saúde já fecharam “38 acordos para encaminhamento de utentes Covid e não Covid” com outras unidades de cuidados hospitalares.

Marta Temido assegurou, por fim, que tem estado a acompanhar a situação, com o apoio do Governo, e que mais dados deverão estar disponíveis nas “próximas horas, nos próximos dias e no início da próxima semana”.

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Escrito por João Serra

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