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Órban atinge UE com acusações de interferência nas eleições

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Viktor Órban, primeiro-ministro da Hungria, acusou, esta sexta-feira, dia 3, a União Europeia (UE) de tentar interferir nas eleições de 2022, em solo húngaro, de modo a conseguir uma eleição a favor dos seus interesses. 

Em entrevista à rádio pública Kossuth, após ter sido questionado acerca de uma eventual interferência da UE nas eleições húngaras de 2022, Órban afirmou que “Eles querem interferir, porque nos próximos quatro anos querem impor as suas intenções em matéria de imigração, preços de energia ou de como criar os nossos filhos”.

Viktor Órban, que vive uma realidade de maioria absoluta há cerca de 10 anos, argumentou que os húngaros têm um Governo que defende os seus interesses e que “resiste” à interferência e “chantagem” tentadas por Bruxelas.

Esta quinta-feira, Manuel Campos Sánchez-Bordona, conselheiro-geral do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJEU) apoiou o mecanismo que condiciona o pagamento dos fundos comunitários ao cumprimento dos valores europeus, sendo que, tanto a Hungria como a Polónia, apresentaram recursos judiciais contra o mesmo, tendo estes sido indeferidos, gerando, assim, esta resposta do primeiro-ministro húngaro.

Viktor Órban argumentou que esta ligação entre os fundos comunitários e o respeito dos valores europeus não é senão uma “chantagem” para que a Hungria retire a lei de defesa de menores, que conecta a pedofilia à homossexualidade. 

Realçando que é ilegal a negação do pagamento de fundos comunitários, dos quais Budapeste é um dos grandes beneficiários, o primeiro-ministro húngaro finalizou afirmando que “Vamos defender a nossa posição nestas questões”.

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Escrito por João Serra

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