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Porta aberta a refugiados afegãos mantém-se

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Mariana Vieira da Silva, Ministra de Estado e da Presidência, afirmou que Portugal manterá a porta aberta para receber refugiados do Afeganistão.

Segundo Mariana Vieira da Silva, à margem do Plano Nacional de Combate aos Racismo e à Discriminação 2021-2025, no Centro Cultural de Belém, a identificação e resgate de cidadãos do Afeganistão “não tem parado”, sublinhando que se trata de um processo mais complicado em comparação com a viagem de cidadãos ucranianos para Portugal.

“O trabalho não tem parado e todas as semanas temos recebido não apenas os cidadãos ucranianos que escolheram vir para Portugal em função da situação que vivem, mas também por exemplo cidadãos afegãos”, referiu a Ministra de Estado e da Presidência, revelando que, no passado fim de semana, chegaram oito afegãos.

Quando questionada sobre se Portugal foi mais célere na proteção e apoio a refugiados provenientes da Ucrânia em relação a outras situações, a responsável considerou que, apesar de compreender as críticas, “no caso português isso não é verdade”.

“Durante o mês de agosto e setembro (2021), quando da crise do Afeganistão, tomámos este mesmo tipo de medidas, recebemos e disponibilizamos a nossa capacidade de alojamento e de integração. Aquilo que acontece é que agora falamos de números que não comparam com nenhuma situação que a Europa tenha vivido”, disse.

Mariana Vieira da Silva garantiu, ainda, que o que Portugal está a fazer atualmente “é precisamente o mesmo” em todos os parâmetros, desde identificação das pessoas, às soluções de habitação e integração nas escolas.

“Isso foi precisamente o mesmo que aconteceu em agosto com a crise do Afeganistão”, referiu.

A Ministra foi, igualmente, questionada sobre a dificuldade de aprendizagem e ensino da língua portuguesa dos refugiados, sendo que a mesma lembrou a possibilidade de mais instituições darem aulas a adultos, bem como a “estratégia de português como língua não materna”.

“Estas duas respostas permitem agora ter uma capacidade de resposta muito maior, já há muitos meninos e meninas ucranianos inscritos nas escolas, cerca de 500, e já vários cursos de língua portuguesa começaram para estes cidadãos”, frisou.

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Escrito por João Serra

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