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Praias portuguesas: foram registados 663 salvamentos

Praias portuguesas

Na época balnear deste ano, segundo anunciado pela Autoridade Marítima Nacional (AMN), foram registados pelas autoridades 663 salvamentos em praias portuguesas, bem como 2.518 ações de primeiros socorros e 14 mortes, menos uma do que em 2020.

Segundo o comandante do Instituto de Socorros a Náufragos, Rui Santos Pereira, “há a lamentar 14 acidentes mortais, dos quais oito em praias vigiadas, sendo na sua maioria por doença súbita (sete) e uma por afogamento fora da época balnear, às oito da manhã”.

Foi também registada uma morte por doença súbita numa praia não vigiada, duas por afogamento em praias marítimas, fora da época balnear, e três em praias fluviais, sendo que duas destas foram por doença súbita e uma foi por afogamento.

O vice-almirante António Coelho Cândido, diretor-geral da Autoridade Marítima e Comandante-geral da Polícia Marítima, no decorrer da apresentação do balanço da época balnear de 2021, que teve lugar na Academia da Marinha, em Lisboa, fez um “balanço positivo”, lamentando, no entanto, “as mortes registadas”.

Segundo sublinhou Coelho Cândido, “Há a lamentar algumas mortes, nunca poderemos estar satisfeitos e poderemos melhorar a resposta à segurança nas nossas praias”, considerando que a experiência do ano anterior, em contexto pandémico, permitiu “uma preparação mais eficaz”.

É de notar que a época balnear de 2021 decorreu entre 15 de maio e 31 de outubro, não tendo sido, todavia, igual em todas as praias.

Nesta época balnear, em ações de sensibilização e vigilância em praias portuguesas, esteve presente um dispositivo constituído por 679 elementos, dos quais 452 pertencentes à polícia marítima, 121 tripulantes de Estações Salva-vidas e 106 pertencentes à Marinha em reforço na Autoridade Marítima Nacional.

Houve, também, um dispositivo realizado através de 29 viaturas “Amarok”, sete motos 4×4, uma mota de salvamento marítima e 66 militares da Marinha, destacado para praias não vigiadas.

De salientar que, este ano, foram certificados 7.300 nadadores-salvadores, sendo que estes tiveram a validade do seu certificado prorrogada até 31 de dezembro deste ano.

Rui Santos Pereira mencionou, ainda, a iniciativa “Surf & Rescue”, que tem como objetivo dotar formadores de surf com as técnicas de suporte de vida e que, no ano de 2020, formou 86 surfistas, tendo, até ao momento, este ano, formado 76, sendo que as ações ainda não terminaram.

Segundo os dados apresentados, os veículos “Amarok” vigiaram 372.182 quilómetros, tendo estado envolvidos em 124 salvamentos e 443 ações de primeiros socorros. Já as motos 4×4 patrulharam 25.428 quilómetros, com envolvimento em 13 salvamentos e 50 ações de primeiros socorros.

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Escrito por João Serra

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