Início » Notícias » Presidente da Humanitas lamenta contínua intensidade de restrições
Nacional Notícias

Presidente da Humanitas lamenta contínua intensidade de restrições

Presidente da Humanitas

Helena Albuquerque, presidente da Humanitas – Federação Portuguesa para a Deficiência Mental, lamentou, esta terça-feira, que as instituições de apoio mantenham as mesmas restrições de maio de 2020, apesar da atual situação da pandémica em Portugal.

Helena Albuquerque, em declarações à agência Lusa, afirmou que “Quando o país inteiro caminha para uma quase total normalidade, nós estamos ainda com um guião de maio de 2020, o que é completamente inaceitável, porque as restrições eram bem duras nessa altura”.

Exemplos dados pela presidente da Humanitas passam pela “obrigatoriedade de distanciamento social entre utentes de metro e meio a dois metros”, bem como o facto de os jovens que realizavam Atividade Socialmente Úteis – programa que prevê atividade destes jovens em, por exemplo, hospitais, autarquias, escolas ou empresas, em troca de uma compensação monetária – estarem, segundo Helena Albuquerque, “fechados nos centros ocupacionais”.

A presidente da federação mencionou, ainda, que já em julho, quando todos os utentes se encontravam vacinados, tinha lançado o repto à tutela para “libertar um bocadinho essas restrições”. Para Helena Albuquerque, “Neste momento, não se compreende esta situação”.

Referindo um novo guião a ser elaborado pela Secretaria de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, a presidente da Humanitas afirma que, apesar de ter conhecimento que o documento estava a ser finalizado há quatro semanas e que estavam em conversações com a Direção Geral de Saúde (DGS), “de facto, ainda não foi” concluído “e começa a ser insustentável manter esta situação”.

Helena Albuquerque teceu, de igual modo, duras críticas à DGS, notando que “Nos primeiros comunicados que a DGS emitiu para estruturas residenciais referia-se exclusivamente à população idosa e não fazia sequer referência à população institucionalizada com deficiência. Há realmente um certo desconhecimento da DGS relativamente a este setor que não podemos aceitar”.

Concretizando, a presidente da Humanitas declarou que “Algumas instituições estão a ter problemas com alguns centros distritais da Segurança Social porque nós temos oficialmente que obedecer ao guião que foi publicado em maio de 2020, que está completamente desatualizado e é um disparate”.

Subscreva para receber notícias semanais e campanhas especiais.

Escrito por João Serra

Publicidade

Publicidade