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Programas do PRR estão a avançar, diz Costa

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António Costa afirmou que Portugal está a avançar nos programas mais complexos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O primeiro-ministro português discursou na sessão de apresentação da segunda fase do concurso do programa Agendas Mobilizadoras, no âmbito do PRR, que teve lugar no no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações.

António Costa defendeu que “otimismo não é uma questão de fé”, mas sim que “assenta no conhecimento do enorme potencial que os sistemas empresarial e científico apresentam efetivamente” em Portugal.

“É preciso vencer o ceticismo e concretizar a motivação positiva de que é de facto possível fazer e vamos conseguir fazer”, considerou.

O chefe do Executivo negou, ainda, a ideia de que existam constrangimentos no que toca à concretização dos programas do PRR, lembrando que, em 2021, encontrava-se, no mesmo local onde discursava, a fechar o acordo do programa com a Comissão Europeia. 

“Nas Agendas Mobilizadoras, o programa mais complexo, difícil e mais exigente de todo o PRR, estamos em condições de começar a negociar e espero assinar já no próximo mês os contratos de financiamento dos 51 consórcios aprovados”, referiu.

Em tom de crítica para com o ceticismo sentido em Portugal sempre que existem novos programas e desafios, António Costa rematou que diziam “que a Expo-98 não ia estar pronta a tempo, mas ficou pronta a tempo; diziam que as pessoas não iriam vir à Expo, mas as pessoas vieram; e interrogavam-se se, no pós-Expo, não iria ficar tudo abandonado, tudo vazio e nada ia acontecer. Mas a verdade é que a Expo-98 terminou em setembro de 1998 e em 5 de outubro desse ano reabriu o Parque das Nações”.

O primeiro-ministro afirmou que, hoje em dia, o Parque das Nações conta com cerca de 30.000 habitantes, “milhares de empresas ali sediadas e conserva alguns dos equipamentos mais importantes de Lisboa, como o Teatro Camões, o Pavilhão do Conhecimento ou o Pavilhão Atlântico”.

“É um dos casos de maior sucesso de regeneração urbana, depois de ter sido uma velha zona industrial, com uma refinaria de petróleo, um depósito de ferro-velho e de equipamento militar inutilizado após o fim das guerras coloniais”, considerou, acrescentando que se tratava de “uma imensa lixeira a céu aberto e hoje temos aqui um dos mais belos espaços da cidade do país, da Europa e do mundo”.

“Aqueles que há 25 anos tinham dúvidas que a Expo estivesse aberta a tempo, não percam tempo a ter dúvidas que estes projetos e estes produtos vão estar prontos para ir para o mercado a tempo e horas”, concluiu.

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Escrito por João Serra

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