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Regime talibã quer estar na Assembleia Geral da ONU

Regime talibã

De acordo com o porta-voz da ONU, o regime talibã que governa o Afeganistão manifestou o desejo de comparecer nas reuniões da 76ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a decorrer de hoje até segunda-feira, dia 27.

Foi numa carta enviada, dirigida ao secretário geral da ONU, António Guterres, pelo Ministro do Exterior talibã, Amir Khan Muttaqi, que o mesmo efetuou um pedido de intervenção na Assembleia Geral, indicando ainda a nomeação de um novo representante do Afeganistão, visto que o atual embaixador, Ghulam Isaczai, foi escolhido pelo governo deposto.

Antes da carta enviada por Amir Khan Muttaqi, a ONU já tinha recebido uma outra de Ghulam Isaczai, com o objetivo de se apresentar como representante afegão nas reuniões da organização.

Segundo Farhan Haq, porta-voz da ONU, ambas as cartas foram endereçadas ao comité de credenciais da Assembleia Geral, sendo este organismo constituído por nove países, entre os quais Estados Unidos da América, China e Rússia.

Diversos países já estabeleceram comunicações com o regime talibã afegão desde que este tomou posse, com o objetivo principal de evacuar a população e fornecer ajuda humanitária a civis, embora não haja reconhecimento formal da sua autoridade.

Depois de quase 20 anos de presença militar americana e da NATO em solo afegão, os talibãs tomaram o poder em Cabul, a 15 de agosto, dando origem a uma rápida operação que levou ao controlo das capitais de 33 das 34 províncias do Afeganistão, com a mesma a durar apenas 10 dias.

Desde então, os extremistas islâmicos expressaram intenção de formar um Governo “representativo” de todas as tribos e etnias do Afeganistão, anunciando, no entanto, a 7 de setembro, um órgão governativo totalmente masculino, constituído unicamente por ministros talibãs, incluindo veteranos pertencentes ao Governo existente entre 1996 e 2001 e à luta contra a presença americana nas últimas duas décadas.

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Escrito por João Serra

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