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Tancos: Advogado de Luís Vieira irá interpor recurso

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Rui Baleizão, advogado de Luís Vieira, antigo diretor da Polícia Judiciária Militar, no processo do furto de armas de Tancos, afirmou, esta sexta-feira, que irá avançar com um recurso do acórdão que condenou o coronel a quatro anos de pena suspensa.

Rui Baleizão afirmou aos jornalistas, esta sexta-feira, que “Naturalmente, vamos recorrer para o Tribunal da Relação, aqui reiterando, decisivamente, que acreditamos na inocência do coronel Luís Vieira”.

De acordo com o advogado de Luís Vieira, que assumiu a defesa do coronel juntamente com o advogado Manuel Ferrador, os mesmos estão “satisfeitos com esta decisão, embora não completamente satisfeitos e daí recorrer”.

Como resultado do processo de furto e recuperação de armamento dos paióis de Tancos, o coronel Luís Vieira foi hoje condenado a quatro anos de prisão, suspensa na sua execução. O militar foi igualmente condenado, por três anos, à sanção acessória de proibição do exercício de funções.

Recorde-se que Luís Vieira foi acusado pelo Ministério Público de crimes de associação criminosa, tráfico e mediação de armas, falsificação ou contrafação de documentos, denegação de justiça e prevaricação e favorecimento pessoal praticado por funcionário, sendo que apenas foi condenado por este último.

Manuel Ferrão, procurador da República, em sede de alegações finais, pediu a condenação do coronel a cinco anos de pena suspensa, bem como a suspensão do exercício de funções por dois a três anos.

O advogado de defesa, Rui Baleizão, sublinhou, ainda, reiterando a inocência do militar, que Luís Vieira foi o único colocado em prisão preventiva após o primeiro interrogatório judicial.

“Ora, ele aparece aqui pronunciado por cinco crimes do qual apenas é condenado por um – favorecimento pessoal – e que está relacionado com o pseudo acordo [para a recuperação do armamento]”, disse, defendendo que “não há prova material que, efetivamente, tenha sido feito este acordo”.

É de recordar que o caso do furto das armas de Tancos foi divulgado pelo Exército em 2017, no dia 29 de junho, sendo que a recuperação de algum material ocorreu na região da Chamusca, Santarém, em outubro do mesmo ano, numa operação conjunta da Polícia Judiciária Militar com elementos da GNR de Loulé.

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Escrito por João Serra

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