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Território português foi o 2º mais afetado por fogos florestais na UE

Território português

Segundo um relatório divulgado hoje pela Comissão Europeia, Portugal foi o segundo país da União Europeia (UE) mais afetado por fogos florestais no ano de 2020, com 67.170 hectares de área ardida e 9.619 fogos florestais em território português.

O relatório europeu relativo aos incêndios florestais do ano de 2020, baseado em relatórios nacionais, revela que mais afetado que o território português, apenas a Roménia, sendo que em terceiro e quarto lugares estão a Itália e a Espanha, respetivamente. Arderam, no conjunto da UE, cerca de 340.000 hectares.

Este é o 21º relatório sobre incêndios na Europa, no Médio Oriente e no Norte de África realizado pelo Centro Comum de Investigação (JRC) da Comissão Europeia, sendo que o mesmo estima que o ano de 2021, na sua época de incêndios, será pior, visto que, à data da publicação, segundo o documento, “quase 500 mil de hectares, 61% dos quais florestas que levarão anos a recuperar, foram destruídos pelas chamas”.

O mesmo relatório revela que este ano “cerca de 25% das zonas ardidas na Europa situavam-se em sítios Natura 2000, os reservatórios de biodiversidade da UE” e que na altura em que costuma iniciar-se a época de incêndios, isto é, final de junho, cerca de 130.000 hectares já tinham ardido.

O documento denota, ainda, que os fogos florestais já não se ficam pelos Estados meridionais, constituindo, mais recentemente, uma ameaça crescente para as nações da Europa Central e Setentrional.

O relatório da Comissão Europeia fala, igualmente, de como os efeitos das alterações climáticas estão cada vez mais presentes, sendo que se verifica uma tendência crescente e observável de aumento dos riscos de incêndios, épocas de fogos florestais mais extensas e “mega-incêndios” que mais rapidamente se propagam e que, para meios tradicionais de combate a fogos florestais, se tornam quase impossíveis de dominar.

Escrito por João Serra

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