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Turquia atribui culpa a EUA e Rússia por ataques na Síria

Turquia

A Turquia acusou, esta quarta-feira, dia 13, os Estados Unidos e a Rússia de terem parcial “responsabilidade” nos ataques que as forças turcas sofreram na Síria e na fronteira.

Mevlüt Çavuşoğlu, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, afirmou que “A Rússia e os Estados Unidos têm uma responsabilidade nos últimos ataques visando civis e polícias”, referindo ainda que Ancara fará “o que é necessário para limpar estas regiões de terroristas”.

Çavuşoğlu rematou, ainda, que os Estados Unidos “falharam as suas promessas” devido a terem treinado e armado combatentes curdos da Síria.

“Quem fornece armas a estes terroristas? Quem os treina? São vocês”, disse o chefe da diplomacia de Ancara, acusando os americanos de “falta de sinceridade” e acrescentando que “Como eles não cumprem as suas promessas, faremos o que for necessário para a nossa segurança”.

Nos últimos dias, diversos ataques dirigidos às forças militares turcas foram divulgados por Ancara, como o disparo de três mísseis na província de Gaziantep, no sudeste da Turquia, na passada segunda-feira, dia 11, com os mesmos a terem origem numa zona no norte sírio, controlada pelos combatentes das Unidades de Proteção Popular (YPG).

Ancara considera o grupo uma ramificação do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), proibido na Turquia, e uma organização terrorista, apesar das YPG combatarem, em conjunto com os Estados Unidos, contra o Estado Islâmico.

Recep Tayyip Erdoğan, presidente da Turquia, já teria declarado, na passada segunda-feira, que estaria preparado para “tomar as medidas necessárias” para erradicar ameaças contra as forças militares turcas.

Já as acusações dirigidas à Rússia baseiam-se no facto de, após Ancara operar uma invasão a uma parte do território do norte da Síria, como forma de afastar milícias curdas da fronteira, as forças do regime de Damasco, apoiadas por Moscovo, terem auxiliado os curdos.

Desde 2011 que a Síria se encontra em guerra, com a mesma a ser responsável, até à data, por cerca de meio milhão de mortes e milhões de desalojamentos.

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Escrito por João Serra

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