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Vice-chanceler alemão defende compromisso para largar energia nuclear

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O vice-chanceler da Alemanha, Robert Habeck, reiterou, esta terça-feira, o compromisso do governo para deixar de usar energia nuclear até ao final de 2022.

O principal partido da oposição da Alemanha, de centro-direita, tem defendido que os três últimos reatores do país se mantenham ativos após o final do ano, tendo por base o receio de que a Rússia suspenda totalmente o fornecimento de gás natural.

Esta tentativa de manter os reatores em funcionamento tem conseguido obter algum apoio por parte do Partido Democrata Livre, o mais pequeno da coligação do chanceler, Olaf Scholz.

Alguns responsáveis do governo alemão, no entanto, consideram que o gás natural não é importante para gerar eletricidade para o consumidor comum, sendo mais preponderante no abastecimento da indústria e fornecimento de aquecimento.

Robert Habeck, vice-chanceler alemão e ministro da Economia e do Clima, bem como responsável pela Energia, afirmou que a “energia nuclear não nos ajuda em nada”, em conferência de imprensa, em Viena, na Áustria.

“Podemos ter um problema de aquecimento ou um problema na indústria, mas não um problema de eletricidade, pelo menos não na generalidade do país”, garantiu.

É de notar que a Alemanha, após ter desligado três reatores nucleares no final do ano passado, prepara-se para cessar o funcionamento dos últimos três até ao final de dezembro, como parte de um plano para substituir, a longo prazo, a energia convencional por energias renováveis.  

Atualmente, o território alemão recebe 35% do seu gás natural a partir da Rússia.

Habeck lembrou que a certificação legal dos reatores expira no final de 2022 e que, consequentemente, os mesmos terão de passar a ser tratados com medidas de segurança mais rígidas, o que tornará a “vantagem muito pequena”.

Combustível para os reatores teria igualmente de ser adquirido e, de acordo com Olaf Scholz, a maioria é proveniente da Rússia.

Por outro lado, diversos partidos da oposição consideram que Robert Habeck apenas se opõe à manutenção de reatores ativos por motivos puramente ideológicos.

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Escrito por João Serra

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