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Virologista afirma que deixar vírus disseminar-se “faz muito sentido”

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O virologista Pedro Simas afirma que a variante Ómicron é “menos virulenta” e “mais contagiosa”, pelo que deverá “fazer com que a Delta desapareça”.

Esta quarta-feira, o virologista Pedro Simas, em conversa com a CNN Portugal, referiu que a ideia de infeção natural como um caminho a tomar, caso a nova variante Ómicron se comprove menos grave, “faz muito sentido”.

Segundo afirmou Pedro Simas, “isto é um processo natural, um processo de evolução das variantes. Estas têm tendência a ser menos virulentas, mais contagiosas. Foi assim que aconteceu com os outros coronavírus”.

O especialista indica, ainda, que a nova variante Ómicron “é menos virulenta e confirma-se que é mais contagiosa. Inquestionavelmente, vai conquistar o mundo inteiro e vai fazer com que a Delta desapareça, que é mais virulenta”.

Sendo assim, Pedro Simas considera que “para um país como Portugal, são muito boas notícias”, visto que, sendo uma variante dotada de uma capacidade de transferência mais eficaz, “vai conferir uma imunidade às pessoas muito boa”. 

O virologista chegou a ir mais longe com as suas declarações, afirmando que “Esta é a entrada inequívoca em endemia. Só se entra em endemia verdadeira quando, num país, a maior parte das pessoas já teve a infeção e o vírus circula livremente. Isto é normal, o que não é normal são as filas de testes”.

Já o epidemiologista, Manuel Carmo Gomes, esta terça-feira, dia 28, admitiu que uma mudança na estratégia de contenção da nova variante poderia vir a ser o mais indicado, se for comprovado que a mesma é menos grave.

Em declarações à Lusa, Manuel Carmo Gomes afirmou que “Se realmente é muito menos grave do que a Delta em populações muito vacinadas, como é a nossa, talvez faça mais sentido deixar que as pessoas se imunizem naturalmente. Nunca advoguei teorias de imunidade de grupo por infeção natural, mas estamos numa situação completamente diferente, com a população praticamente toda vacinada e uma variante que, para já, não parece ser muito preocupante em hospitalizações”.

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Escrito por João Serra

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