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Xi Jinping e Joe Biden reúnem por telefone na quinta-feira

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De acordo com a imprensa norte-americana, o presidente da China, Xi Jinping, e o chefe de Estado norte-americano, Joe Biden, têm uma chamada telefónica agendada para esta quinta-feira.

Os presidentes da China e dos Estados Unidos da América (EUA) irão reunir por chamada telefónica, na quinta-feira, de modo a discutirem a guerra da Ucrânia, bem como a situação do Taiwan. Esta, segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional norte-americano, John Kirby, será a quinta vez que os dois líderes conferenciam desde que Joe Biden assumiu o cargo, em janeiro de 2021.

Os principais focos serão, no entanto, de acordo com Kirby, citado pela Lusa, as questões de segurança e as reivindicações territoriais da China, sendo que, desta forma, ambos os líderes falarão, ainda, sobre o mar da China Meridional, região que o país disputa com Taiwan, Brunei, Indonésia, Filipinas, Malásia e Vietname, dado que se estima que existem o equivalente a 11.000 milhões de barris de petróleo na mesma.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA revelou também que outra grande questão a ser tratada será a economia entre as duas potências, tendo John Kirby admitido, todavia, que o governo de Biden não deverá tomar uma decisão sobre a continuidade das taxas sobre produtos provenientes da China impostas pelo anterior presidente, Donald Trump, antes da reunião por telefone.

Joe Biden “quer garantir que todas as linhas de comunicação com o Presidente Xi se mantêm abertas em todas as questões, mesmo nas problemáticas”, realçou Kirby, que sublinhou a importância de ambos os chefes de Estado comunicarem de forma “cândida e direta”.

Outro motivo de tensão entre ambos os países será, ainda, a possibilidade de Nancy Pelosi, presidente do Congresso norte-americano, visitar o Taiwan no mês de agosto. A democrata ainda não oficializou uma viagem, mas o governo de Xi Jinping já avisou que tomará “medidas fortes” caso a visita se venha a confirmar.

Recorde-se que a situação do Taiwan é um dos principais motivos de conflito entre as duas potências, dado que os EUA são o principal fornecedor de armas daquela região e o seu aliado mais preponderante em casa do guerra com a China.

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Escrito por João Serra

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