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Dormir num quarto totalmente escuro é o mais aconselhável, diz estudo

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Uma investigação recente concluiu que dormir até pouca exposição à luz pode aumentar o risco de incidência de algumas doenças.

De acordo com um estudo realizado pela Universidade Northwestern e publicado no jornal científico “PNAS”, sendo citado pela “Galileu”, a incapacidade de dormir num espaço totalmente escuro pode prejudicar a saúde cardiovascular e metabólica.

Segundo Phillys Zee, líder da pesquisa e chefe da Divisão de Medicina do Sono da Escola Feinberg da Universidade Northwestern, numa publicação na “EurekAlert”, apenas “uma única noite de exposição à iluminação moderada durante o sono pode afetar a regulação cardiovascular e de glicose, que são fatores de risco para doenças cardíacas, diabetes e síndrome metabólica”.

Os cientistas afirmam que, dado que a exposição à luz durante o dia aumenta significativamente a frequência cardíaca, através da ativação do sistema nervoso simpático, o mesmo pode ocorrer durante o sono, ainda que de maneira mais branda.

“Mesmo que esteja a dormir, o seu sistema nervoso autónomo está ativado. Isso é mau. Normalmente, a sua frequência cardíaca, juntamente com outros parâmetros cardiovasculares, é menor à noite e maior durante o dia”, refere a coautora e professora assistente de pesquisa de neurologia na Northwestern, Daniela Grimaldi.

Conforme avança a “Galileu”, neste estudo foram avaliados adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos de idade, que tinham o hábito de irem para a cama entre 21h e 1h e que dormiam, em média, 6,5 horas a 8,5 horas por noite.

Os participantes passaram três dias e duas noites no laboratório, durante a realização do estudo, sendo que os mesmos foram divididos, de forma aleatória, em dois grupos: um que dormiu num quarto com luz branda e outro que passou a noite num quarto com claridade.

A investigação verificou que o grupo que dormiu num quarto mais iluminado experienciou resistência à insulina na manhã seguinte, visto que as células de músculos, gordura e fígado não responderam corretamente à hormona e, como tal, tornam-se incapazes de utilizar a glicose presente na corrente sanguínea para obter energia. Como forma de compensar, o pâncreas produz uma maior quantidade de insulina, o que faz subir os níveis de açúcar no sangue, podendo, a longo prazo, causar o desenvolvimento de diabetes.

A líder da investigação, Phyllis Zee, aconselha, desta forma, e apenas se realmente necessário, o uso de iluminação fraca ao nível do chão, devendo, ainda, optar por luzes alaranjadas ou amareladas e cortinados totalmente opacos, podendo recorrer, igualmente, ao uso de tapa-olhos, para ser capaz de dormir da melhor forma.

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Escrito por João Serra

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