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Dicas para poupar dinheiro e gerir o orçamento mensal  

Gerir um orçamento mensal não é fácil, especialmente para quem tem de lidar com muitas despesas que implicam apertar o cinto e tomar decisões estratégicas. Aprender a controlar os gastos é fundamental. Há várias estratégias que permitem garantir que se poupa mais dinheiro mensalmente. 

Quem pretende estar preparado para os imprevistos da vida (problemas de saúde, acidente com o carro, perda da bolsa da faculdade, entre outros) sabe que mais convém prevenir do que remediar. 

Não há nada pior do que ser surpreendido por despesas inesperadas e não ter um dinheiro guardado para resolver o problema de imediato. Geralmente, recorre-se a um empréstimo, aumentando a despesa com os juros. 

Portanto, como a bola de neve que desce pela montanha e aumenta significativamente de tamanho, o aumento de despesas pode atingir um ponto difícil de gerir.

Estratégias para poupar dinheiro e gerir o orçamento mensal

No presente artigo, irá aprender algumas estratégias que permitem poupar dinheiro todos os meses, garantindo um valor razoável que permite atuar perante uma despesa inesperada. Tome nota das dicas imperdíveis que preparámos para si.

1. Estabeleça metas financeiras

É importante perceber que tem de alterar a sua vida financeira. Defina uma percentagem de poupança mensal razoável. No mínimo, deve conseguir poupar 10% dos rendimentos, para criar um fundo de maneio ao longo do ano. Contudo, os especialistas recomendam uma percentagem mais significativa. 

Ter objetivos de poupança revela-se também decisivo. Estabelecer objetivos

financeiros mais ou menos ambiciosos (compra de um carro ou de uma casa, férias de verão, …) permite escolher uma estratégia de poupança com mais força ou com menor impacto no dia a dia. 

A estratégia implementada para alcançar esse objetivo permitirá ter em consideração uma determinada percentagem que terá de aforrar mensalmente.

2. Definir um orçamento mensal simples

É bem mais simples do que se pensa criar um orçamento mensal eficiente. A dificuldade está na capacidade de seguir o plano à risca. Um bom plano passa por criar categorias claras que devem integrar o orçamento mensal. 

Havendo um compromisso sério com o que fica estipulado, consegue-se poupar o que está no plano. Quem conseguir cumprir à risca a gestão de um orçamento mensal poderá usufruir no final do ano de uma poupança significativa.

Uma pessoa que receba mensalmente 1.300 euros líquidos, deve distribuir o valor de forma estratégia, por exemplo, da seguinte forma: 

  • 500 € destinados para a renda
  • 100  € destinados para o passe ou combustível
  • 200 € destinados para o supermercado
  • 200 € destinados para despesas variáveis (roupa, farmácia, etc.)
  • 100 € destinados para lazer
  • 200 € destinados para poupar 

3. Evitar peso morto

Uma pessoa pode lidar com despesas evitáveis que tendem a somar um valor significativo ao final do ano. Estes gastos podem evidenciar-se como um desperdício invisível que representa uma quantia relevante após 12 meses. Por exemplo:

  • Pacotes de TV com um número excessivo de canais (nunca vemos assim tantos canais…);
  • Subscrições de Netflix ou outra plataforma de streaming que não são usadas devidamente, porque não estamos tanto tempo assim em casa;
  • Comissões bancárias por cartões esquecidos na carteira, que não são usados com frequência;
  • Subscrições de ginásios que só tiveram utilidade nas primeiras semanas de utilização e que, posteriormente, com menor motivação ou com o tempo menos agradável, deixaram de ser usadas.

4. Evitar gastos por impulso / capricho

Certamente que consegue apontar várias coisas que comprou no ano e que não percebeu que o investimento feito (seja o casaco que se tornou muito pesado, o vestido que era muito florido, as botas demasiado arrojadas, o gadget que nem foi muito usado) não foi bem realizado. Foi um mero capricho… Um item que parecia tão importante, simplesmente não teve a utilidade desejada. 

Temos de ter capacidade para fazer uma autocrítica, constatar que se fazem frequentemente compras por impulso quando não há travão, nem estratégia. Se não se alterar esse mau hábito para passar a proceder de forma mais disciplinada, será inevitável cair nos mesmos erros. Tendo essa lista de gastos inúteis, permitirá perceber a importância de evitar despesas desnecessárias.

As compras por impulso podem revelar-se um dos maiores desafios à poupança. Estas despesas emocionais são rápidas, revelando-se frequentemente desnecessárias. 

Uma estratégia simples de evitar esses gastos consiste em adiar por 3 dias qualquer compra que se tenha interesse em fazer. Esse espaço temporal irá permitir fazer uma avaliação se se trata realmente de um item necessário ou de um mero capricho

5. Renegociar contratos

Entrar em contacto com fornecedores de serviços pode revelar-se uma boa estratégia para gerir melhor um momento de “aperto financeiro”. Uma abordagem amigável com a operadora de telefone / internet poderá permitir negociar uma mensalidade inferior e rever contratos por valores mais ajustados às nossas pretensões. 

O crédito à habitação também pode ser alvo de uma operação que permita encontrar uma solução mais atrativa. Os seguros também podem ser renegociados.

6. Automatizar a poupança

Esta estratégia consiste em assegurar a poupança com uma transferência imediata de uma determinada quantia para uma conta-poupança. Desta forma, assegurará um valor importante, logo após receber o ordenado.

Por exemplo, caso o ordenado caia na sua conta no dia 30, a transferência automática pode operacionalizar-se logo no dia posterior. Desta forma, assegura logo esse valor que pretende de poupança, impedindo que o mesmo seja desbaratado com uma tentação qualquer. 

Ora, como se teve a oportunidade de testemunhar ao longo do artigo, há um conjunto vasto de estratégias que nos permite ter uma folga financeira agradável. Pode não servir para resolver todos os problemas que podem surgir ao longo de um ano, mas poderão fazer a diferença, solucionando determinados problemas, impedindo que eles se tornem cada vez maiores.

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