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Aumento das reformas em 2026: veja quanto ganha com a subida de 2,8%

Aumento-Reformas-2026

A par da atualização dos escalões do IRS e da subida do ordenado mínimo para 920 euros, uma das medidas aprovadas em sede de Orçamento de Estado para 2026 é o aumento das reformas em 2.8%.

Todos os aumentos são bem-vindos, mas sabe de que forma a subida das pensões de reforma em 2026 se irá refletir no montante que vai receber todos os meses?

É isso que iremos ajudá-lo a perceber ao longo das próximas linhas.

Aumento das Reformas por escalão de rendimento

Como muitos pensionistas já sabem, sempre que existe uma atualização no valor das pensões de reforma, tal não acontece de modo uniforme para todos os reformados, uma vez que o sistema de pensões português prevê aumentos diferenciados de acordo com o valor da pensão.

Assim, segundo as medidas aprovadas pelo governo, os diversos escalões de pensões em Portugal vão aumentar da seguinte forma:

  • Pensões até 1074,26 euros (duas vezes o Indexante dos Apoios Sociais): aumento de 2,8%.

Relembre-se que este é o grupo mais numeroso em Portugal abrangendo aproximadamente 90% dos pensionistas.

  • Pensões entre 1074,26 e 3222,78 euros (entre duas e seis vezes o IAS): aumento de 2,27%, algo que corresponde à taxa de inflação para 2026.
  • Pensões superiores a 3222,78 euros (acima de seis vezes o IAS): aumento de 2,02%, o valor mais baixo de atualização e situa-se abaixo da taxa de inflação, o que significa uma ligeira perda de poder de compra.

Como pode perceber, os aumentos nas pensões não será igual para todos, mas qual o impacto que isso terá no rendimento mensal de cada pensionista?

Qual o impacto do aumento das reformas no rendimento mensal de cada pensionista?

Pelas diferenças nos aumentos que cada escalão de rendimento mensal, é fácil compreender que o impacto concreto da atualização dos valore das reformas será diferente de pensionista para pensionista, mas vamos a exemplos concretos:

Exemplo 1: pensionista com uma reforma de 380 euros brutos mensais

Uma vez que este pensionista será abrangido por um aumento de 2,8%, a sua reforma irá passar de 380 euros para 390,64 euros mensais, o que significa uma subida de 10,64 euros por mês, 149 euros por ano.

Exemplo 2: pensionista com uma reforma de 950 euros brutos mensais

Da mesma forma que o pensionista do Exemplo 1, este pensionista também será abrangido por um aumento de 2,8% na sua reforma.

Assim, para uma pensão de 950 euros brutos mensais, o aumento de 2,8% significará uma subida de 26,60 euros mensais para 976,60, o que significa mais 372,4 euros no final do ano.

Exemplo 3: pensionista com uma reforma de 1100 euros brutos mensais

Como este pensionista apenas vai receber um aumento de 2,27%, a sua pensão de 1100 euros mensais irá passar para 1124,97 euros, o que significa um aumento de quase 25 euros por mês e de 349,58 euros por ano.

Exemplo 4: pensionista com uma reforma de 3300 euros brutos mensais

No último escalão de rendimentos mensais, encontramos um pensionista com uma reforma de 3300 euros por mês que, de acordo com o governo, vai receber um aumento de 2,02%.

Segundo esta atualização, a sua pensão de reforma irá passar para 3366,66 euros, um aumento mensal de 66,66 euros que, no final do ano, representará mais 933,24 euros na conta.

Além do aumento das pensões de reforma, as novas medidas para 2026 contam, também, com uma atualização do IAS (Indexante dos Apoios Sociais), um indexante de extrema importância para o cálculo das prestações sociais em Portugal.

Indexante dos Apoios Sociais é atualizado em alta

Como referimos, o IAS será atualizado em 2026 passando de 522,50 euros para 537,13 já neste mês de janeiro, o equivale a um aumento de 14,63 euros (+2,8% face a 2025).

Esta subida do IAS terá implicações para além do valor das pensões de reforma, uma vez que é um indexante que acaba por afetar, igualmente, o cálculo de vários apoios sociais, subsídios e limiares de acesso a prestações sociais.

De que forma o aumento do IAS se vai refletir no valor das prestações sociais?

A subida do IAS para 537,13 euros irá ter um reflexo imediato no valor de variadíssimas prestações sociais, entre as quais se contam:

  • Subsídio de desemprego

O limite mínimo de subsídio de desemprego passa a ser de 349,13 euros, ao passo que o limite máximo se passa a cifrar nos 1342,83 euros, o que equivale a 2,5 IAS.

De relembrar que, para efeitos de cálculo do subsídio de desemprego, a Segurança Social aplica 65% sobre a remuneração média dos últimos 12 meses sendo que o valor final não pode ser inferior a 65% do IAS.

  • RSI e pensão social

O RSI (Rendimento Social de Inserção) por adulto passa para os 233,76 euros, um valor que corresponde a 43,5% do IAS. Caso se tarte de um dependente, o cálculo vai incidir em 30% do IAS.

Já no que toca à pensão social, esta vai subir para os 537,13 euros, o que vem reforçar o rendimento de idosos sem carreira contributiva.

  • Abono de família

Como os escalões do abono de família são definidos através de múltiplos do IAS, o aumento deste indexante irá permitir aos agregados com rendimentos mais altos poderem ter acesso ao abono ou a escalões mais favoráveis. 

  • Subsídio de doença e parentalidade

Os valores mínimos diários do subsídio de doença e parentalidade vai subir de forma proporcional ao novo valor de IAS, o que ajuda a compensar a perda de poder de compra fruto da inflação.

  • Trabalhadores independentes

Os trabalhadores a recibos verdes vão passar a ter uma contribuição mínima para a Segurança Social de 114,95 euros, o equivalente a 21,4% de 1 IAS.

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