Dinheiro parado não se multiplica, razão porque cada vez mais pessoas procuram investir em produtos que lhes tragam uma boa margem de lucro e, sobretudo, pouco risco.
Um desses produtos dá pelo nome ETF (Exchange-Traded Funds), mas será que é uma boa alternativa para rentabilizar as suas poupanças? É o que veremos já de seguida.
ETFs: em que consistem?
Os Exchange-Traded Funds, os vulgarmente conhecidos como ETFs, consistem, de acordo com a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), em “fundos de investimento abertos, admitidos à negociação numa bolsa de valores e têm como principal objetivo obter uma performance relacionada com o comportamento de um determinado indicador de referência”.
Eles podem estar relacionados com índices, como o S&P 500 ou o NASDAQ-100, commodities (açúcar, petróleo, ouro, etc.), obrigações, setores (por exemplo, tecnologias ou energia) ou geografias e dividem-se em vários tipos.
Tipos de EFTs
Entre os EFTs mais comuns encontram-se:
- ETFs de Índice (fundos de índices cotados): estes EFTs caracterizam-se por replicar o comportamento de índices de ações nacionais ou internacionais, como o PSI-20, o Euro Stoxx 50, o S&P 500 ou o MSCI World;
- ETFs de obrigações: caracterizam-se por replicar o comportamento de obrigações de origem governamental, empresarial e municipal;
- ETFs de commodities: índice que acompanha o desempenho de commodities, como o ouro ou o petróleo;
- ETFs setoriais: correspondem a índices que se concentram em setores específicos, como a tecnologia, a saúde ou a energia;
- ETFs de moeda: consistem em investimentos em moedas, como o euro ou o dólar, e apresentam-se como uma forma de proteção contra a volatilidade cambial;
- ETFs de geografia: índices relacionados com uma região específica ou geografia que tentam encontrar oportunidades de investimento em mercados específicos espalhados por todo o mundo.
Como funcionam os ETFs?
Na prática, os ETFs são compostos por uma carteira de ativos que replicam a evolução de um determinado índice e são comprados e vendidos em bolsa.
Deste modo, ao comprar um ETF que acompanha, por exemplo, o índice S&P 500 (um índice que mede o desempenho de 500 das maiores empresas americanas de capital aberto), será detentor de uma carteira de ações que estão incluídas neste índice.
Isto irá permitir-lhe ficar exposto ao mercado de ações norte-americano sem que, para isso, tenha de comprar ações.
Além disto, os ETFs caraterizam-se por serem produtos de investimento de gestão passiva, ou seja, os gestores não escolhem os ativos em que investem com base em análises ou previsões de mercado, mas, ao invés, compram uma carteira de ativos que reflete a composição do índice que estão a seguir.
ETFs: vantagens e desvantagens
Tal como acontece com um outro qualquer tipo de produto de investimento, os ETFs apresentam vantagens e desvantagens.
Comecemos pelas vantagens.
Vantagens
- Maior potencial de diversificação
Numa mesma carteira de ETFs, podem coexistir diferentes ativos, o que vai permitir uma maior diversificação e exposição a múltiplos investimentos distintos.
Por exemplo, dentro de uma carteira de ETFs poderá ter uma seleção de títulos de um determinado setor, geografia ou mercadoria que o irá ajudar a reduzir o risco do investimento.
- Mais flexibilidade
À semelhança das ações, os ETFs são negociados em bolsa, o que significa que poderá ver os preços em tempo real e realizar transações durante o horário de mercado.
- Comissões de gestão reduzidas
Regra geral, os ETFs oferecem comissões de gestão mais reduzidas quando em comparação com os fundos de investimento mais tradicionais devido à sua gestão de forma passiva.
Desvantagens
Já quanto às desvantagens, poderá encontrar:
- Ausência de garantia
Tal como acontece com os fundos mais tradicionais, os ETFs não têm retorno garantido ou reembolso do capital.
- Retornos mais reduzidos
Uma vez que têm uma gestão passiva que apenas espelha o desempenho de um índice específico, os retornos sobre o investimento são mais reduzidos do que fundos de investimento
- Comissões de transação
Apesar de as comissões de gestão dos ETFs serem mais baixas, estas podem afetar os retornos líquidos que consiga obter, custos que não existem nos fundos de investimento tradicionais.
Como investir em ETFs?
Começar a investir em ETFs é relativamente simples, senão vejamos:
1º Passo: Escolher um intermediário financeiro
Dentro dos intermediários financeiros encontrará, entre outros, os bancos, as corretoras e as plataformas de investimento online.
O papel destes agentes é fazer a ponte entre si e os mercados financeiros facilitando-lhe a vida aquando da compra e venda dos seus ETFs, já que lhe oferecem serviços de execução de ordens, consultoria financeira e outras operações relacionadas.
2º Passo: Pesquisar e selecionar o ETF
Após escolher o intermediário financeiro, o passo seguinte deve ser procurar e escolher um ETF. Este processo deve envolver, por exemplo, a análise de diferentes ETTs com base em critérios como os objetivos de investimento, a exposição geográfica, setorial ou de ativos.
3º Passo: Dar a ordem de compra
Por fim, deve dar a ordem de compra através da plataforma de investimento da instituição financeira.
Os ETF são uma alternativa para rentabilizar as suas poupanças?
A resposta é sim. Quando o investimento num ETF decorre de uma análise apurada do mercado e apresenta um risco reduzido e um retorno, ainda que não elevado, consistente, então os ETF podem ser uma boa forma de rentabilizar as suas poupanças.
