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Hiperatividade e Défice de Atenção: que sintomas e como detetar?

hiperatividade e défice de atenção

Hoje em dia, é comum lidar com crianças com Hiperatividade e Défice de Atenção. Não é fácil para os pais, amigos e professores, nem para as crianças. 

Embora seja cada vez mais usual lidar com o conceito, muitos desconhecem o que significa lidar com este distúrbio que afeta cada vez mais crianças portuguesas. O pior problema está no preconceito. No entanto, com conhecimento, será mais fácil melhorar o quotidiano de todos. 

O que é Hiperatividade e Défice de Atenção?

A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (conhecida pela sigla PHDA) consiste num distúrbio de neurodesenvolvimento da criança. Este distúrbio afeta o seu desenvolvimento e função cerebral, nomeadamente do sistema nervoso. 

Devido aos efeitos que gera, tende a originar problemas, em casa, na rua, na escola. A enorme desatenção acaba por desencadear maus resultados escolares e isolamento.

Esta é a perturbação de neurodesenvolvimento mais comum, caracterizando-se por um conjunto de alterações comportamentais significativo, nomeadamente pela constante falta de atenção, à qual se pode associar, ou não, hiperatividade e impulsividade.

Embora o PHDA possa surgir em rapazes e raparigas, revela-se mais comum em crianças e jovens do género masculino. Além disso, há variações nos sintomas consoante o género. Os sintomas também diferem conforme a idade.

A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção manifesta-se nas crianças entre os 6 e os 12 anos. Contudo, o transtorno pode prolongar-se até à idade adulta. Este distúrbio tem tendência a melhorar com a idade. Contudo, caso não seja devidamente tratada, a PHDA pode continuar a ter repercussões futuras.

Causas e tipos de PHDA

A causa é multifatorial. Existem vários fatores orgânicos (de origem neurobiológica), genéticos e ambientais associados. Há sintomas que predominam consoante os três tipos de distúrbio: desatento, hiperativo/impulsivo e misto.

Sintomas de Défice de atenção

  • Falta de atenção na escola (desatenção nas tarefas desempenhadas, nas atividades e nos trabalhos realizados): há dificuldade em executar instruções, pois facilmente se deixa distrair
  • Falta de organização evidente
  • Grande dificuldade em disciplinar-se
  • Desobediência recorrente
  • Resistência no envolvimento de tarefas que requerem esforço mental
  • Esquecimento constante das atividades que tem para fazer diariamente 
  • Facilidade em perder as suas coisas

Geralmente, as crianças desatentas sentem dificuldade em manter a concentração no momento de realizar tarefas. Como não prestam atenção aos pormenores, normalmente, não compreendem as ordens ou as instruções dadas. Estas crianças distraem-se com estímulos sem importância e as distrações fazem com que percam objetos com frequência.

*Nota: ter défice de atenção não implica ter hiperatividade.

Hiperatividade

  • Falar constantemente
  • Dificuldade em desempenhar atividades em silêncio
  • Dificuldade em manter-se sossegado ou calado quando lhe é solicitado
  • Constante necessidade de estar em movimento 
  • Constante necessidade de fazer coisas diferentes
  • Ser bastante enérgico e agitado, constantemente

As crianças hiperativas parecem ser alimentadas por uma fonte de energia sem fim. Estão constantemente em movimento, a mexer as mãos e pés. Estas crianças não o fazem por mal. Simplesmente não conseguem evitá-lo.

Assim, participar em jogos ou atividades de uma forma calma é um desafio para elas. Dada esta forma de ser e de estar, o risco de acidentes é elevado.

Impulsividade

  • Impaciência recorrente e dificuldade em aguardar pela sua vez
  • Necessidade de intrometer-se nos assuntos dos outros, de interromper conversas (tendência para responder logo, enquanto as perguntas estão a ser feitas)
  • Sem sentido do que é o perigo. Frequentemente, atua sem pensar nas consequências

As crianças impulsivas sentem dificuldade em aguardar pelo seu momento. Seguir regras é um desafio. 

A impulsividade reflete-se na forma como se intrometem nas atividades dos outros, como interrompendo conversas e jogos e até na forma como não deixam que os outros finalizem as perguntas. Respondem logo ao que acham que vai ser perguntado.  

Como apresentam baixa tolerância à frustração e dificuldade em controlar os seus acessos de raiva, as crianças impulsivas tendem a tomar atitudes repentinas e inesperadas ou agir de forma desajustada à situação. 

Estas crianças são teimosas e apresentam instabilidade de humor. Assim, lidar com elas revela-se um grande desafio para os adultos. 

A PHDA tem cura?

Não há uma cura definitiva. No entanto, há tratamentos que permitem aliviar a sintomatologia, nomeadamente da hiperatividade, possibilitando que os doentes com  Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção tenham uma vida perfeitamente normal.

Caso não seja tratada, a PHDA pode perturbar o trabalho, escola e relacionamentos pessoais. A importância do diagnóstico precoce é clara, tornando bastante favorável o contexto, permitindo instituir tratamento atempado.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado do PHDA revelam-se fundamentais para o desenvolvimento da criança. Poderá proceder-se assim a um tratamento multidisciplinar, podendo ser preciso promover-se o envolvimento de pais e de outros familiares, sendo necessário fazer terapia comportamental, recorrer a outros profissionais de saúde e a medicamentos e realizar-se acompanhamento escolar.

Este tratamento multidisciplinar ajudará a criança com PHDA a desenvolver-se, a dominar habilidades e a adquirir capacidades. Desta forma, poderá ter uma vida mais produtiva e feliz.

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