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Mudança de hora: estratégias para se adaptar a um novo horário

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Março e outubro são meses onde os relógios insistem em pregar-nos partidas que, não raras vezes, resultam em atrasos, mas a mudança da hora não tem apenas influência na nossa pontualidade.

Além da questão dos atrasos, a mudança de hora na passagem do verão para o outono e na passagem do inverno para a primavera têm um forte impacto no nosso corpo e, por extensão, na nossa saúde, devido, em grande medida, à alteração do nosso ciclo circadiano.

A mudança de hora em Portugal

Em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, quando estamos a falar do chamado “horário de verão”, os relógios avançam uma hora quando forem 01:00 passando, por isso, a serem 02:00. No caso da Região Autónoma dos Açores, a alteração é feita às 00:00, mudando para a 01:00.

Deste modo, nos meses de verão é possível ter mais horas de luz solar, com tardes e noites mais longas.

Já o horário de inverno acontece no último domingo de outubro e implica que os relógios atrasem uma hora assim que cheguem às 02:00. Nos Açores, à 01:00 passa a ser 00:00.

Com Portugal e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores a prepararem-se para uma nova mudança de hora na madrugada de domingo, é altura de tentarmos perceber de que forma adiantar uma hora e atrasar uma hora afetam a nossa saúde e o nosso ciclo de sono.

Antes, porém, vejamos como está regulamentada a mudança de hora na União Europeia e a discussão que se adensa à volta dela.

A discussão à volta da mudança de hora: afinal é boa ou má?

Depois de, entre 1992 e 1996, o governo de Cavaco Silva ter mantido Portugal no horário da Europa Central (+1 hora) que levava a que, às 22h em agosto, ainda fosse dia e, no inverno, às 9h ainda fosse noite cerrada, o primeiro governo de Guterres alterou a situação levando-nos ao horário que temos agora.

A reforçar esta mudança, em 2000, entrou em vigor uma lei comunitária que veio estabelecer que, todos os anos daí em diante, os relógios fossem, respetivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro, marcando o início e o fim da hora de verão.

Porém, desde 2018, a discussão sobre o fim da mudança de hora adensou-se no seio da União com o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia a proporem o fim desta prática, depois de uma consulta popular ter indicado que mais 80% dos inquiridos apoiam essa ideia.

Apesar disso, o sistema mantém-se e duas vezes por ano a hora muda, mas esta mudança será boa ou má?

Por exemplo, com a entrada na hora de verão, o tempo de exposição à luz aumenta e o organismo tem de se adaptar a novas rotinas de sono. Esta mudança acaba por ter um grande impacto na saúde, nomeadamente ao nível da qualidade do sono devido a um maior período de estado de alerta.

Além disso, fruto de todas as alterações que trazem ao nosso ritmo biológico, as mudanças de hora podem dar origem a cefaleias recorrentes, a um maior cansaço, à redução da concentração e a um possível agravamento da saúde mental e cardiovascular.

O impacto é grande, mas existem estratégias que pode pôr em prática para ajudar na adaptação ao novo horário.

Mudança de hora: impacto na saúde e estratégias para minimizar os seus efeitos

Como sublinhamos, a mudança da hora pode dar origem a alterações no sono e consequentemente maior cansaço, dores de cabeça, redução da concentração e do estado de alerta.

Apesar de vários estudos apontarem para uma estreita ligação entre a mudança da hora e efeitos nos padrões de sono, na produtividade e na saúde mental e cardiovascular, as teorias à volta deste tema acabam por serem consensuais, embora prática revele que, por vezes, existem dificuldades na adaptação aos novos horários.

Outras investigações têm-se debruçado sobre o efeito nas crianças e adolescentes e reportam maior sonolência e desconcentração nas semanas seguintes e certos estudos sugerem que a alteração horária pode agravar problemas já existentes, como distúrbios de humor e de comportamento.

Independentemente dos efeitos, existem formas de lidar com a mudança de hora que passam pelas seguintes estratégias:

  • Mantenha uma rotina de sono consistente e tente dormir, pelo menos, sete horas. Por curiosidade, estudos afirmam que dormir até mais tarde ao fim-de-semana reduz em 205 o risco de doença cardiovascular;
  • Evite a exposição a ecrãs e não consuma bebidas alcoólicas ou com cafeína antes da hora de se deitar;
  • Atualize o seu relógio para o novo horário antes de ir para a cama à hora habitual (caso não seja automático);
  • Nas manhãs que se seguem à mudança de hora, tente passar mais tempo ao ar livre, uma vez que, a exposição à luz solar vai ajudá-lo a regular o ritmo biológico e a adaptar-se ao novo horário.
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