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Radares de velocidade média: tudo o que precisa de saber

Radar de velocidade média

Quando falamos de radares de velocidade, a maioria dos condutores fica apreensivo. Não raras vezes, estes radares significam não uma preocupação com a segurança rodoviária, mas uma caça à multa.

Calma, neste artigo, o foco não será sobre estas “habilidades”, mas sim sobre um tipo de radares que não medem a velocidade instantânea num determinado ponto: os radares de velocidade média.

O que são, como funcionam e onde estão localizados, são perguntas a que vai encontrar resposta já de seguida. Venha connosco em velocidade controlada.

Tipos de radares de velocidade

Ainda que tenham o mesmo objetivo, ou seja, controlarem a velocidade dos veículos, existem diferentes tipos de radares previstos no Código da Estrada. Estes são:

  • Radares de velocidade fixos: tal como o nome indica, estes radares que permitem calcular a velocidade a que os veículos circulam através da emissão de ondas eletromagnéticas estão colocados em pontos específicos fixos da malha rural ou urbana.

De referir que, cada radar destes, está programado para o limite de velocidade da estrada onde está instalado.

  • Radares de velocidade móveis: ao passo que um radar fixo tem uma estrutura própria, os radares de velocidades média podem mover-se e serem colocados em diferentes locais. Não raras vezes, estes encontram-se escondidos para, mais facilmente, apanharem os condutores em excesso de velocidade.
  • Radares de velocidade média: estes que são os mais recentes dos tipos de radares presentes nas estradas portuguesas (2021) calculam a velocidade média num determinado troço de estrada e comparam-na com os limites permitidos.

Radares de velocidade média: como funcionam?

Ao contrário dos radares fixos e móveis, os radares de velocidade instantânea não indicam a velocidade instantânea, mas sim a velocidade média de um veículo entre dois pontos de um determinado trajeto.

Por exemplo, vamos imaginar que circula numa estrada com um limite de velocidade de 50 km/h em que um troço de 2km é controlado por um radar de velocidade média.

Quando passa no primeiro ponto de medição, é registada a sua matrícula, bem como o tempo a que foi efetuada a passagem.

No final do percurso, outro radar faz exatamente a mesma coisa e, então, será calculado o tempo que o veículo levou a percorrer o percurso e a velocidade média.

Caso tenha completado o troço num tempo inferior ao mínimo estipulado, isso vai significar que circulou em excesso de velocidade.

Os radares de velocidade média estão identificados?

Exceto os radares de velocidade móveis, os radares de velocidade instantânea e os radares de velocidade média são obrigados por lei a estarem devidamente sinalizados.

No caso específico dos radares de velocidade média, estes estão identificados por um sinal de trânsito próprio: o H42.

Apesar de, como veremos mais à frente, a ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária) identificar 23 radares de velocidade média nas estradas portuguesas, a sua localização não é fixa (pode alternar entre 20 localizações possíveis).

Assim, o condutor, ainda que alertado pela sinalética, nunca sabe, exatamente, se o radar está a funcionar ou não naquela localização.

Radares de velocidade média: localização

A localização dos 23 radares de velocidade média em Portugal foram escolhidos, segundo a ANSR, pelo “nível de sinistralidade aí existente e em que a velocidade excessiva se revelou uma das causas para essa sinistralidade”, embora existam outros fatores que tenham entrado nesta equação, e estão presentes nas seguintes locais:

  • Aveiro – Mealhada-Anadia: UF Mealhada, Ventosa do Bairro e Antes/São Lourenço do Bairro; A1 km217,4-211,9; Norte-Sul, velocidade máxima de 120 km/h;
  • Aveiro – Águeda, UF de Belazaima do Chão, Castanheira do Vouga e Agadão: A25 km42,4-37,6 Oeste, velocidade máxima de 100 km/h;
  • Aveiro – Oliveira de Azeméis, UF Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-UI, UI, Macinhata da Seixa e Madail: IC2 km 264,7-266,8, velocidade máxima de 90 km/h;.
  • Aveiro – Santa Maria da Feira/Espinho, São Paio de Oleiros/Uf Anta e Guetim: A29 km 35,0-37,2, Sul-Norte, velocidade máxima de 100 km/h;
  • Beja – Ourique, Santana da Serra: IC1 km 679,8-682,6, velocidade máxima de 70 km/h
  • Beja – Aljustrel, UF Aljustrel e Rio de Moinhos: EN261 km 97,1-98,5, velocidade máxima de 70 km/h;
  • Beja – Ourique, Santana da Serra: IC1 km 686,9-688,6, velocidade máxima de 90 km/h;
  • Braga – Guisande e Oliveira (São Pedro): A3 km 38,0-40,7, Sul-Norte, velocidade máxima de 100 km/h;
  • Coimbra – Figueira da Foz, Bom Sucesso: EN109 km 100,7-103,0, velocidade máxima de 50 km/h;
  • Évora – UF São Manços e São Vicente do Pigeiro: EN18 km 278,4-276,3, velocidade máxima de 90 km/h;
  • Lisboa – Loures, Santa Iria da Azóia: IC2 km 9,7-8,2, Norte-Sul, velocidade máxima de 80 km/h;
  • Lisboa – Vila Franca de Xira: EN10 km 110,7-115,4, velocidade máxima de 80 km/h;
  • Lisboa – Sintra, Massamá: IC19 km 8,1-9,1, Este-Oeste, velocidade máxima de 80 km/h;
  • Porto – Paços de Ferreira: A42 km 9,1-7,0, Este-Oeste, velocidade máxima de 100 km/h;
  • Porto – Marco de Canavezes-Penafiel, Constance-Castelões-Recezinhos: EN211 km 1,305,7, velocidade máxima de 70 km/h;
  • Porto – Vila Nova de Gaia, Arcozelo: A29 km 45,8-47,2 , Sul-Norte, velocidade máxima de 80 km/h;
  • Porto – Vila Nova de Gaia, Gulpilhares e Valadares: A29 km 47,3-45,9, Norte-Sul, velocidade máxima de 80 km/h;
  • Porto – Trofa, Covelas: A3 km 16,9-15,9, Norte-Sul, velocidade máxima de 100 km/h;
  • Santarém, Póvoa da Isenta: A1 km 65,1-59,9, Norte-Sul, velocidade máxima de 120 km/h;
  • Setúbal – Montijo, Canha: EN10 km 75,7-79,2, velocidade máxima de 70 km/h;
  • Setúbal – Palmela – Alcácer do Sal, Poecirão e Marateca: IC1 km 538,9-545,0, velocidade máxima de 70 km/h;
  • Setúbal – Sesimbra, Quinta do Conde – Sesimbra (Castelo): EN378 km11,1-17, velocidade máxima de 70 km/h;
  • Setúbal – Alcochete/Montijo, Alcochete/UF Pegões: EN4 km 25,0-30,0, velocidade máxima de 70 km/h.
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