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Híbrido ou híbrido plug-in: vantagens e diferenças explicadas

Híbrido ou híbrido plug-in

A mobilidade verde entrou como um furacão no mercado automóvel e trouxe-nos uma aposta cada vez maior em veículos elétricos e híbridos.

Mês após mês, as vendas destes tipos de veículos têm batido recordes em Portugal, algo a que também não será alheio os apoios financeiros concedidos pelo Estado à aquisição, os benefícios fiscais associados e, claro, o cada vez mais inacessível preço da gasolina e do gasóleo.

Na frente deste pelotão de “mobilidade verde” estão os automóveis 100% elétricos, mas hoje não serão esses as estrelas da companhia. Neste artigo, vamos explorar os híbridos e os híbridos plug-in, dois tipos de híbridos que ainda geram confusão.

O que é e como funciona um motor Híbrido?

Na prática, um motor híbrido resulta da combinação de dois diferentes motores: um elétrico e um a combustão interna.

Através desta combinação, o veículo consegue não só aumentar a sua potência, como reduzir a emissão de gases de efeito de estufa e os consumos que realiza.

Isto acaba por significar que a tecnologia híbrida associada aos motores de automóveis torna a condução mais eficiente, reduz o gasto de combustível, garante uma maior autonomia e diminui drasticamente a emissão de CO2.

Além de tudo isto, estes motores vêm equipados com um sistema de travagem regenerativa que recupera a energia cinética libertada nas travagens e a canaliza de volta para as baterias do veículo ajudando, desta forma, a poupar nos carregamentos.

Que tipos de Motores Híbridos existem?

Na prática, existem três tipos de motores híbridos no mercado automóvel: híbrido convencional (HEV), híbrido plug-in (PHEV) e híbrido leve (Mild-Hybrid ou MHEV).

  • Híbrido convencional (HEV): este tipo de motorização permite que os motores funcionem em conjunto ou de forma independente dependendo do momento da circulação. Por exemplo, o motor elétrico só é utilizado no momento do arranque.

Além desta dupla motorização, os HEV possuem um sistema de travagem regenerativa e as suas baterias não têm necessidade de serem carregadas com recurso a fontes de alimentação externa, uma vez que o sistema de travagem regenerativa oferecem-lhes toda a energia de que necessitam. 

  • Híbrido plug-in (PHEV): se, tal como os HEV, os motores híbridos plug-in podem funcionar em simultâneo ou de forma independente e possuem um sistema de travagem regenerativa, a verdade é que os PHEV acabam por apresentar algumas diferenças significativas em relação aos seus congéneres convencionais.

Entra essas diferenças conta-se o facto de as suas baterias apresentarem a possibilidade de serem carregadas com recurso a fontes de energia externa (postos de carregamento públicos, wallboxes domésticas, etc.) e terem uma maior autonomia, o motor elétrico poder ser utilizado de forma independente no andamento de estrada e existir uma redução ainda mais significativa da emissão de gases de efeito de estufa.

  • Híbrido Leve (MHEV): tecnologia que combina um motor a diesel e um motor elétrico, apesar de este último só poder ser utilizado como auxílio ao motor a combustão no momento do arranque.

O motor elétrico apresenta uma bateria de baixa voltagem (48V, por norma) que não necessita de alimentação externa.

Hibrido vs Hibrido Plug-in: vantagens e diferenças

Apesar de, quer os carros híbridos, quer os carros híbridos plug-in assentarem numa propulsão bimotora, existem diferenças profundas entre estes dois tipos de sistema.

As diferenças começam imediatamente por se fazer sentir no funcionamento do sistema híbrido.

– Funcionamento do motor

Ao passo que, no carro híbrido clássico (Full Hybrid), o motor elétrico não funciona de forma independente do motor a combustão, nos híbridos plug-in os motores operam de forma independente podendo trabalhar separadamente ou em conjunto.

Em suma, caso pretenda conduzir em modo totalmente elétrico num híbrido convencional não o poderá fazer, enquanto isso passa a ser possível num híbrido plug-in (autonomia que varia entre os 25 e os 75 km).

Para além das diferenças no modo de funcionamento dos motores, podemos observar diferenças a nível do carregamento.

– Carregamento

Nos carros híbridos convencionais, o carregamento do motor elétrico acontece durante a travagem ou desaceleração do próprio carro através de um mecanismo de reaproveitamento da energia cinética.

Já nos híbridos plug-in, o carregamento do motor elétrico tanto pode ser realizado pelo reaproveitamento da energia despendida durante o movimento do veículo ou através de carregamento utilizando, para tal, uma tomada em casa ou um posto de carregamento público.

– Poupança de combustível

O facto de o motor elétrico poder operar de forma independente e de se poder fazer carregamentos externos num carro híbrido plug-in, acabam por permitir não só reduzir o consumo de combustível, como também poupar o ambiente, uma vez que o motor elétrico não emite qualquer gás de efeito de estufa.

Para além desta vantagem em relação aos híbridos convencionais, os híbridos plug-in apresentam ainda uma série de outras vantagens, tais como uma maior autonomia no que respeita à utilização do motor elétrico (mais 50km do que um híbrido convencional), benefícios fiscais como a redução de 75% do ISV para veículos com autonomia mínima de 50 quilómetros (no modo elétrico) e emissões oficiais inferiores a 50 gCO2/km, a redução de 40% do ISV para veículos com uma autonomia mínima de 50 km (modo elétrico) e emissões oficiais inferiores a 50 gCO2/km, dedução de IVA na aquisição e redução do IUC.

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