Vivemos num mundo cada vez mais global e dinâmico. Sem fronteiras a limitarem os movimentos, torna-se possível e realista pensar numa carreira profissional fora de Portugal, mas há alguns critérios que podem fazer toda a diferença no momento de tentar a sorte no mercado internacional: o domínio do inglês.
À semelhança do que foi o latim no Império Romano, o inglês é a língua franca que une povos e permite que estes explorem oportunidades de trabalho que antes lhe estariam vedadas ou seriam, no mínimo, inacessíveis.
Mais do que fator de diferenciação, o inglês é uma necessidade e pode, inclusive, valer ordenados mais altos.
De acordo com um estudo desenvolvido pela empresa de Recursos Humanos Catho, profissionais fluentes na língua inglesa podem ganhar até 70% mais do aqueles que não dominam o idioma de terras de Sua Majestade.
Assim, para poder usufruir deste e outros benefícios que o inglês pode trazer em termos profissionais, torna-se mandatório não só aprender a língua de Shakespeare, como dominar o nível exigido.
Níveis de inglês: o que o mercado exige
Tal como acontece com outras línguas, a aprendizagem do inglês divide-se em níveis de domínio da língua.
De acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR), estes níveis encontram-se divididos em três grandes blocos: A (Básico), B (Intermediário) e C (Proficiente), abrangendo seis níveis de A1 a C2:
- A1 (Iniciante)
Este é o nível de quem entende e utiliza expressões muito simples, como “good morning” ou “my name is”, ou seja, consegue apresentar-se e formular perguntas básicas.
- A2 (Elementar)
Deter o nível A2 significa compreender frases de uso comum, descrever necessidades imediatas e comunicar dados pessoais.
- B1 (Intermediário)
O utilizador no nível B1 consegue compreender o essencial de assuntos relacionados com o trabalho/lazer, descreve experiências e entende textos simples.
- B2 (Intermediário Superior)
Consegue entender textos complexos, interage com naturalidade e fluência com falantes nativos de inglês e argumenta com clareza.
- C1 (Avançado)
Compreende textos longos e exigentes, utiliza a língua com flexibilidade e eficácia em contextos sociais, académicos ou profissionais.
- C2 (Proficiência)
Domina o inglês com total naturalidade, compreende com facilidade praticamente tudo o que ouve ou lê e distingue nuances finais de sentido.
Estes são os seis níveis ligados à aprendizagem e domínio do inglês, mas qual ou quais são os exigidos pelo mercado de trabalho?
Dependendo do tipo de trabalho e das suas exigências específicas, o nível mínimo exigido é o B2. É aqui que se encontra o ponto de viragem que irá fazer toda a diferença aquando de uma candidatura a posto de trabalho em que o domínio do inglês é um dos requisitos.
Aprender o inglês e deter, pelo menos, o nível B2, vai permitir ao profissional sair da teoria e passar para um inglês funcional que o capacita a participar em reuniões, negociar, escrever e resolver problemas do dia-a-dia com solidez e segurança, sobretudo, em áreas como as Tecnologias da Informação, o Marketing, o Turismo ou a Consultoria.
Como começar a aprender inglês
Para dar uma nova vida ao seu mundo profissional e abrir portas em outros mercados, é, como vimos, fundamental aprender inglês.
Antes, porém, de se inscrever num curso de inglês, é essencial que avalie o seu nível atual de domínio da língua inglesa.
Neste ponto, procure identificar os seus pontos fortes e áreas em que precisa de melhorar com especial enfoque na linguagem profissional.
Com uma autoavaliação realista, é altura de pensar qual o objetivo da aprendizagem, que tipo de inglês necessita (geral, profissional- Business English) ou para testes acadêmicos – IELTS, TOEFL), que irá iniciar e começar a procurar um curso de inglês.
Existe, no mercado português, uma oferta diversificada de cursos de inglês oferecidos por entidades de formação especializada e instituições de ensino superior, mas atenção, verifique se os cursos são homologados e lhe garantem um certificado válido.
Além da certificação do curso de Inglês, avalie se a metodologia utilizada prioriza a conversação real em vez de apenas gramática, e decida entre o formato presencial ou plataformas online flexíveis.
Desconfie de promessas de fluência milagrosa em tempo recorde. Apesar da potencial urgência em aprender ou aprimorar o seu inglês para abrir portas à sua carreira profissional, um idioma exige constância, muito trabalho e tempo para que os conceitos aprendidos sejam verdadeiramente assimilados.
Quanto ao curso propriamente dito, avalie o método de ensino utilizado pela instituição. Recomendamos que, neste aspeto, dê preferência a aulas onde se fala, maioritariamente, em inglês e se estimule a conversação desde o início.
Opte, igualmente, por instituições e cursos que ofereçam turmas reduzidas. Turmas mais pequenas, especialmente no ensino de línguas, acabam por garantir um maior tempo de participação ativa de cada aluno.
Por último, se possível, solicite uma aula demonstrativa para testar a dinâmica do professor e da plataforma.
