Existem centenas de estratégias e métodos cujo foco assenta na maximização da poupança.
Da 50-30-20, estratégia que nos diz para dispensar 50% do nosso rendimento mensal para despesas essenciais, 30% para gastos de “conforto” e 20% para poupança, até aos menos ambiciosos métodos que nos dizem para colocarmos um euro de lado todos os dias, o que não faltam são incentivos para tentarmos aumentar o nosso saldo.
Todos estes métodos são válidos e até podem garantir-lhe um bom pé-de-meia, mas é no campo bancário que encontramos soluções que podem levar as nossas poupanças para um nível mais alto.
Que soluções são essas e quanto é que pode colocar de lado ao contratar cada uma delas?
É o que vai descobrir já de seguida.
Principais soluções de poupança bancária existentes em Portugal
Apesar do objetivo dos bancos e instituições financeiras de crédito ser o lucro através da venda de dinheiro (os famosos créditos), existem produtos que mesclam esta procura de lucro com a possibilidade de o cliente capitalizar o seu dinheiro e poupar.
Na prática, na base das soluções que lhe vamos apresentar a seguir, você “empresta/adianta” o seu dinheiro ao banco e este paga-lhe juros, o que, dependendo do produto escolhido, poderá valer um retorno interessante e garantido.
Assim, entre as principais soluções de poupança bancária existentes no mercado financeiro português são:
1- Depósitos a Prazo
Esta é uma solução clássica em que deposita uma quantia de dinheiro durante um período de tempo previamente definido e que pode ir, por exemplo, de 3 meses a 24 meses, e taxa de juro fixa (TANB)
Como referimos, a lógica é simples, deposita um montante no banco por um determinado período de tempo e, na altura de receber, a instituição paga-lhe o capital investido mais os juros acordados contratualmente.
Quanto às taxas de juro, a média situa-se nos 1,5% (2026), mas as melhores ofertas podem atingir os 2%-2,5% quando o que está em causa são novos clientes ou promoções específicas. De realçar que, os juros, estão sujeitos a uma retenção de imposto de 28%.
2– PPR (Planos Poupança Reforma)
Concebidos para permitir que o cliente acumule capital, os PPR (Planos Poupança Reforma) oferecem não só vantagens fiscais competitivas, como também rentabilidades bastante interessantes, ainda que nem sempre garantida.
Após a subscrição de um PPR, o cliente vê-se obrigado a fazer entregas periódicas (mensais, trimestrais ou pontuais) junto da entidade gestora que, por sua vez, vai aplicar o capital de acordo com uma estratégia pré-definida.
As aplicações podem começar com valores baixos (desde 25€ ou 50€) e é possível ao cliente programar entregas automáticas ou reforços livres.
Na entrada, poderá deduzir à coleta de IRS 20% das entregas realizadas, com limites dependendo da idade: 400€ (< 35 anos), 350€ (35-50 anos), 300€ (> 50 anos).
Na saída (Resgate),a tributação sobre os rendimentos é reduzida (8% em vez dos normais 28%) se o resgate for feito nas condições legais.
Ainda em relação ao resgaste, se o fizer após 5 ou mais anos (ou após reforma), o cliente pode retirar o seu dinheiro sem penalizações e com uma taxa reduzida de 8% sobre os ganhos.
Poderá, igualmente, resgatar o PPR sem penalizações a qualquer momento desde que cumpra as seguintes condições:
- Reforma por velhice;
- Desemprego de longa duração;
- Incapacidade permanente;
- Doença grave;
- Pagamento de prestações do crédito habitação (habitação própria e permanente).
Caso faça o resgate fora destas condições, o cliente terá de devolver os benefícios fiscais obtidos, acrescidos de 10% por cada ano.
Por último, a rentabilidade vai depender do tipo de PPR que se contrate. Neste ponto, importa assinalar que existem os Seguros PPR, por norma com capital garantido e rentabilidade mais estável, e os Fundos PPR que, por sua vez, não oferecem capital garantido e o dinheiro é investido em produtos mais voláteis (ações, obrigações, etc.).
3- Depósitos com Bonificação
Os depósitos bonificados consistem numa modalidade de poupança onde a taxa de juro aplicada é superior à taxa base oferecida para depósitos a prazo normais. Esta “bonificação”, acaba por resultar num maior retorno financeiro para o depositante.
Regra geral, esta taxa extra está associada a condições específicas, tais como:
- Contratação de produtos adicionais, tais como a domiciliação do ordenado, a subscrição de seguros ou a utilização de cartões de crédito do banco;
- Campanhas promocionais para atrair novos clientes;
- Aplicação de dinheiro vindo de outros bancos.
- Depósitos Estruturados
Os depósitos estruturados são produtos de poupança com garantia sobre o capital que, na prática, combinam um depósito a prazo com instrumentos financeiros derivados.
Quanto à remuneração, esta é variável e depende da evolução de um ativo subjacente (ações, índices ou taxas de câmbio), o que acaba por lhe permitir obter um retorno potencial superior aos depósitos tradicionais.
Regra geral, o dinheiro não pode ser retirado antes do prazo.
4– Crédito Consolidado
Terminamos com um crédito, mas não é um crédito comum, já que o seu objetivo principal passa por evitar incumprimentos e cortar o valor da prestação mensal: o crédito consolidado.
Concebido, especificamente, para clientes que tenham dois ou mais créditos ao consumo a seu cargo e uma taxa de esforço superior a 35%, o crédito consolidado permite juntar todos os créditos num só e ficar com apenas uma prestação mensal até 60% mais reduzida do que as anteriores devido a taxas de juro mais competitivas e um maior prazo de reembolso.
Para além disto, no âmbito de uma consolidação de créditos, o cliente poderá, ainda, pedir um montante extra para utilizar como bem entender sem que isso signifique um peso muito grande no valor da prestação mensal.
