O novo ano escolar está prestes a começar, mas antes que possa deixar os seus filhos na escola, há um trabalho logístico a ser feito, nomeadamente a compra de todo o material escolar de que eles vão necessitar.
Quanto mais novos são os seus filhos, mais material escolar vão necessitar, algo que poderá acabar por ter um peso excessivo no seu orçamento mensal quando este ainda mal se refez das férias de verão.
Então, como conseguir poupar a carteira e, simultaneamente, comprar tudo aquilo de que os seus filhos precisam sem que isso signifique comprometer a qualidade dos materiais?
A resposta segue dentro de momentos.
A melhor forma de poupar: reutilizar
Reutilizar manuais e material escolar é, sem sombras de dúvida, a melhor forma de poupar, mas como?
Além da velha dica de passar o material utilizado por um filho mais velho para o mais novo, há um programa que lhe permite usufruir de manuais escolares sem gastar um cêntimo.
O projeto MEGA teve o seu início em 2016 e, daí para cá, tem levado manuais escolares gratuitos aos alunos de todos os ciclos de ensino.
Para ter acesso a estes manuais gratuitos, o seu filho ou filhos, devem estudar numa escola pública ou numa escola privada com contrato de associação com o Estado.
Caso isso se verifique, deve fazer o registo na plataforma online MEGA para que possa ter acesso aos vales que dão direito a levantar os livros gratuitamente na escola ou numa livraria aderente.
No final do ano letivo, será obrigado a devolver os manuais escolares que levou em bom estado, pois, só assim, terá direito a receber novos vales no ano letivo seguinte.
Pedir fatura com NIF pode garantir-lhe uma dedução de 30% no IRS
Pedir fatura com número de contribuinte sempre que se faz uma compra é não só uma questão de cidadania, mas também de poupança, especialmente se estivermos a falar da aquisição de material escolar.
Este tipo de despesas é passível de dedução no IRS, o que lhe vai garantir uma poupança significativa no apuramento do seu imposto.
Na prática, cada agregado familiar pode deduzir 30% dos gastos com educação e formação, até um limite de 800 euros (ou 880 euros, se estudar no interior do país).
Contudo, atenção, só serão válidas as despesas isentas de IVA ou que são tributadas à taxa reduzida (6%) e as suas compras têm de ser efetuadas em estabelecimentos com códigos de atividades económicas (CAE) específicos.
Caso não possa deduzir alguns destes gastos com material escolar na categoria de educação, poderá fazê-lo na de despesas gerais e familiares. Nesta situação, é deduzido 35% do valor até um limite de 250 euros por contribuinte. No caso das famílias monoparentais, a dedução chega aos 45%, com limite de 335 euros.
Procure promoções em loja física e online
Numa era de intensa competição entre superfícies comerciais, não é estranho surgirem campanhas de regresso às aulas que oferecem preços mais amigos da sua carteira.
Compare preços antes e depois das promoções e tente perceber quais aquelas que lhe oferecem condições mais vantajosas. Além disto, não se esqueça da diferença entre descontos diretos e descontos em cartão ou em talão.
No caso dos descontos, prefira sempre os diretos, já que estes são mais vantajosos e garantem uma poupança imediata quando em comparação com os descontos em cartão ou em talão, senão vejamos:
Exemplo 1: Desconto direto de 10%
Valor das compras: 100 euros
Valor do desconto: 10 euros
Valor pago: 90 euros
Exemplo 2: Desconto de 10% em cartão
Valor da primeira compra: 50 euros
Valor acumulado: 5 euros (10% de 50)
Valor da segunda compra: 50 euros
Valor com desconto: 45 euros (50-5 em cartão)
Valor pago no total: 95 euros (50+45)
Por último, faça uma análise detalhada das promoções em lojas online, uma vez que estas oferecem, não raras vezes, preços mais baixos e descontos mais generosos do que aquelas que encontra em lojas físicas.
Liste e orçamento o material necessário
A nossa última dica de poupança é transversal a praticamente todas as compras que faz durante o ano e a aquisição de material escolar não é uma exceção.
Antes de começar a comprar, é importante que faça uma lista que compreenda, em primeiro lugar, o material escolar prioritário e, só depois, aquele que poderá ser comprado ao longo do ano de acordo com as necessidades, já que ao comprar tudo de uma só vez, poderá estar a gastar mais do que devia e a acumular material desnecessário.
Cadernos, lápis, canetas e livros de exercícios são inevitáveis, mas há material específico de algumas disciplinas em que se deve esperar as indicações dos professores sobre o que é realmente necessário comprar.
Como não podia deixar de ser, não gaste mais do que aquilo que o seu orçamento permite e restrinja-se ao material escolar essencial.
