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A Acrilamida pode contaminar os alimentos?

acrilamida

A acrilamida pode contaminar as tuas refeições. Mas o que é realmente? E como pode ser prevenida?

Naturalmente formada durante o processo térmico de confeção de alimentos, a acrilamida é algo que tem merecido alguns alertas por parte da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), devido aos seus efeitos nocivos.

Mas o que é exatamente?

A acrilamida é uma substância química que se forma naturalmente em alimentos amiláceos quando são cozinhados a temperaturas acima dos 120 graus centígrados e em condições de baixa humidade. As principais comidas que tendem a ser afetadas por esta substância são, normalmente, feitas de cereais, como as bolachas, torradas ou café. Também produtos de batata ou batata-doce costumam ter alto níveis de acrilamida.

Na verdade, não é incomum estarmos sujeitos a esta substância. Por exemplo, quando nos despachamos à pressa, durante a manhã, e queimamos as torradas do pequeno almoço. Ou até quando estamos a preparar o almoço ou jantar e deixamos, por distração, as batas durante demasiado tempo na fritadeira.

No entanto, poderás querer ter um pouco mais de atenção! Este tipo de acidentes podem estar a contribuir para a contaminação das nossas refeições, devido às existência de acrilamida.

“A acrilamida é formada a partir de açúcares e aminoácidos, principalmente um chamado asparagina, que estão naturalmente presentes em muitos alimentos”, refere Filipa Melo de Vasconcelos, Subinspetora-Geral da ASAE, em comunicado.

Esta substância pode, inclusive, criar mais que uma simples contaminação. Vários testes revelam que a acrilamida pode causar cancro em animais e aumentar o risco de doenças oncológicas para consumidores de todas as idades. No entanto, é ainda concluido que “estes efeitos não são considerados preocupantes, com base nos atuais níveis de exposição alimentar”.

Algumas soluções

Apesar dos níveis de risco ainda não serem muito elevados nestes alimentos, é necessário evitar os vários efeitos negativos desta substância. Um dos principais métodos recomendados pelos especialistas é cozinhar a comida com recurso temperaturas mais baixas.

“Evite fritar, grelhar ou assar alimentos a altas temperaturas e evite deixar a superfície dos alimentos demasiado tostada ou queimada. Se o alimento que está a cozinhar é rico em amido, tenha especial atenção e cozinhe-o por um período mais longo com uma temperatura reduzida”, pode ler-se no comunicado emitido pela EFSA.

Outra das soluções é escolher métodos de cozedura mais saudáveis “como cozinhar a vapor, ferver, cozinhar no forno ou grelhar em vez de fritar. Estes métodos reduzem a formação de acrilamida”, acrescentam os especialistas.

Por último, deves sempre promover uma dieta variada e equilibrada. “Além de ajudar a reduzir a exposição à acrilamida, garante uma ingestão variada de nutrientes essenciais”, conclui a entidade.

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