Quantcast
CursosEnsinoFormação & Carreira

Ensino Superior no estrangeiro: como escolher a universidade certa?

ensino-superior-no-estrangeiro

Estudar no estrangeiro sempre foi um sonho para muitos portugueses. O deslumbramento com a academia de países como a Inglaterra ou a França, a procura de oportunidades que não conseguiam aqui ou, mais recentemente, o programa Erasmus, acabaram por enviar para as universidades estrangeiras milhares de estudantes lusos.

Apesar de o caso da Medicina ser o mais conhecido devido, em grande medida, às altas médias de acesso praticadas em Portugal que levam os estudantes até destinos como a República Checa ou a Espanha, a verdade é que, em maior ou menor grau, a diáspora estudantil reparte-se por praticamente todos os cursos existentes.

Mobilidade Internacional continua a crescer 

De acordo com os dados disponíveis, a mobilidade internacional para fins educativos continua a crescer em Portugal e nos restantes países do espaço europeu.

Esta mobilidade, como já referimos, deve-se, em grande medida, à implementação do Processo de Bolonha, nomeadamente às mudanças profundas que facilitaram a realização de períodos de estudo ou formação no estrangeiro (estrutura dos 3 ciclos e os progressos registados em matéria de garantia da qualidade), bem como a programas como o Erasmus e Erasmus +.

Ainda que seja complexo adiantar números exatos devido ao Erasmus e a alunos que realizam graus académicos completos fora do país, é pacífico afirmar que a mobilidade internacional está a aumentar e a fixar-se, sobretudo, em países como os Países Baixos, o Luxemburgo, a França e o Reino Unido.

O que motiva um estudante a realizar os seus estudos superiores no estrangeiro?

Já aqui falamos da questão das notas de entrada em Medicina mais acessíveis que os estudantes encontram em Espanha ou na República Checa como um dos argumentos para a mobilidade internacional, mas existem mais.

Além deste, há que contar, ainda, com as propinas mais baixas do que em Portugal, a procura de uma maior qualidade no ensino, a partilha da academia com especialistas conceituados e, a maior longo-prazo, as saídas profissionais e salários mais atraentes.

Tudo conjugado, acaba por criar um caldo de cultura em que realizar o Ensino Superior no estrangeiro acaba por ser a alternativa mais viável para os estudantes.

Contudo, decidir continuar os estudos no estrangeiro é um desafio e as dúvidas multiplicam-se. “Que exigências tenho de cumprir para conseguir aceder ao Ensino Superior no estrangeiro?”, “Como financio o curso?” ou “Qual é o país que melhor se adapta aos meus objetivos?”, são algumas das perguntas mais comuns que exigem uma resposta assertiva que, ao longo das próximas linhas, te vamos procurar dar.

Vem daí!

Como aceder ao Ensino Superior no estrangeiro: passos fundamentais

Estudar no estrangeiro pode ser visto como um investimento na valorização académica e profissional, mas apresenta vários desafios a considerar, como veremos nos próximos parágrafos.

Assim, caso já tenha tomado a decisão ou estejas a considerar estudar no estrangeiro, tome nota destes cinco passos essenciais para um processo mais simples e fluído:

1 – Define um plano de carreira

O primeiro passo a dar é, sem dúvida, definir o porquê de ires estudar para o estrangeiro, ou seja, definires um plano de carreira.

Para isso, por exemplo, tenta perceber o que te leva a ponderar estudar fora do país seja isso a especialização numa área técnica que não existe em Portugal, a vontade de melhorares o teu networking internacional ou a imersão cultural.

Saberes o que te motiva a estudar no estrangeiro vai ajudar-te, antes de olhares para rankings ou analisares a qualidade de vida de um determinado país, a filtrar hipóteses e instituições.

2 – Faz uma pesquisa sobre o mercado de trabalho do país de destino

A reputação de uma dada universidade é importante e deve entrar sempre nas contas que fazer aquando da escolha de uma instituição onde prosseguirem os teus estudos superiores, mas convém verificares que parcerias esta tem com empresas locais ou as facilidades de visto de trabalho pós-estudos.

Para quem pretende continuar a trabalhar no estrangeiro, este ponto é fundamental.

3 – Orçamento e Financiamento

Apesar de, em alguns países, as propinas serem mais baixas, a verdade é que o custo de vida que vais encontrar pode ser bastante superior ao que existe em Portugal e que, por isso, deve entrar nas tuas contas.

Embora em países como a Suíça ou o Reino Unido o custo de vida possa assustar, é importante teres em mente que muitas universidades internacionais oferecem bolsas de estudo exclusivas e programas de apoio que podem ajudar-te a ultrapassar as dificuldades inerentes à deslocalização.

4 – Requisitos e Prazos

Ao contrário do que acontece em Portugal, os concursos de acesso ao Ensino Superior em universidades estrangeiras têm prazos distintos e condições a serem cumpridos.

Testes de proficiência linguística (como o IELTS ou TOEFL), cartas de motivação e exames como o GMAT ou GRE podem levar tempo a preparar, razão porque recomendamos que comeces a planear com, pelo menos, um ano de antecedência.

5 – Fala com as universidades

A melhor forma de tirar dúvidas é o contacto direto com as universidades. Além de consultares os respectivos sites das universidades, entra em contacto com os seus representantes e aproveita para esclareceres dúvidas sobre o processo de candidatura.

Related posts
CarreiraFormação & CarreiraNotíciasTendências

Passaporte Qualifica: o que é e para que serve?

CursosFormação & Carreira

Cursos EFA: o que são e quem se pode inscrever?

CarreiraFormação & CarreiraNotícias

Bolsa de Pioneiros Digitais: o que é e como se candidatar?

CarreiraFormação & CarreiraNotíciasTendências

Top Employers 2026 em Portugal: critérios e empresas distinguidas