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Chefia tóxica: Um perigo para a saúde do trabalhador

chefia tóxica

A nossa saúde mental é muito influenciada pelo meio em que nos inserimos e pelas pessoas com quem nos relacionamos e lidamos diariamente. Acabamos por ter de conviver com os nossos colegas de trabalho e com os nossos superiores mais tempo até do que aquele que passamos com a nossa família e amigos. É normal que o nosso local de trabalho possa ter tanto impacto no nosso estado psíquico, já que passamos grande parte do nosso dia a trabalhar.  Esse é um dos motivos que faz com que uma chefia tóxica seja um perigo para a saúde. 

É importante manter o bom ambiente no local de trabalho, pois além das inegáveis vantagens em termos de produtividade dos trabalhadores, será também benéfico para a qualidade de vida destes, nomeadamente no que toca à saúde mental e física. Pois a verdade é que, por vezes, o descuido relativamente à saúde mental (não prestarmos atenção aos sinais e aos alertas) acaba por causar um enorme desgaste, que se manifesta também fisicamente.

 Apesar de haver uma crescente consciência da importância de uma liderança eficaz, continua a existir a designada “chefia tóxica”. É raro, hoje em dia, não conhecermos alguém que esteja a ultrapassar uma situação deste género. Que tenha um chefe stressado, rude, por vezes até mal educado, que apenas inibe pessoas e as suas competências, humilhando-os, ao invés de estimular capacidades, aproveitar e aprimorar aquilo que cada um tem para oferecer.

É frequente ignorarmos os sinais de uma chefia tóxica, como o não aceitar um “não” como resposta, o facto de ser extremamente autoritário, estar sempre de mau humor, fazer críticas destrutivas, entre outros.

Quem vive deste modo, é confrontado diariamente com situações de mau estar e alto stress, o que causa uma exaustão emocional, que lhes rouba a organização, a motivação e a energia, não apenas para se focarem e desempenharem o seu trabalho, como também para procurar novas oportunidades.

Os trabalhadores que passam por uma situação deste género entram num ciclo marcado pelo cansaço, pela angústia e pela ansiedade, onde acabam estes colaboradores por se sentir a sufocar, pois, por um lado não têm motivação para exercer a sua profissão, mas por outro sentem-se incapazes de se despedirem, tendo em conta as suas necessidades económicas.

É certo que não podemos mudar a personalidade de um chefe que aja desta maneira, mas o mesmo não se pode dizer relativamente ao comportamento. 

Importa manter a neutralidade, cingir-se aos factos, ser objetivo, e não tomar tudo como um ataque pessoal. Sempre que possível exponha por escrito os assuntos que queira ver esclarecidos, dessa forma poderá evitar equívocos ou discussões desnecessárias.

Se optar por ripostar e agir da mesma maneira que o seu chefe, poderá piorar a situação, uma vez que pode ferir as suscetibilidades dele e fazê-lo sentir-se ameaçado e dessa forma só irá fazer com que os seus problemas aumentem.

Mantenha alguma distância, foque-se nos seus objetivos e nas suas metas, cumprindo escrupulosamente a sua função. Não se deixe tomar pelo medo e pela ansiedade no trabalho, arrisque em mudar se isso for o melhor para si e para a sua saúde mental.

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