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Como usar o reembolso de IRS e o subsídio de férias a seu favor

reembolso de IRS e o subsídio de férias

Se é um dos felizes contemplados com o reembolso do IRS e acabou de receber o subsídio de férias, é altura de ficar a saber como poderá rentabilizar este dinheiro e poupar de permeio.

Não é todos os meses que, ao salário, se junta um aporte considerável de dinheiro, mas quando acontece, será sempre uma boa altura para melhorar as suas finanças pessoais e até conseguir obter mais-valias no futuro.

Isso é o que pode acontecer, por exemplo, quando recebe o reembolso do IRS e o subsídio de férias.

Embora o custo de vida tenha aumentado e, em função disso, muitas pessoas aproveitem este influxo de capital trazido pelo reembolso de IRS e pelo subsídio de férias para saldarem dívidas ou aproveitarem os saldos, será sempre possível melhorar a sua condição financeira a longo prazo, como?

É o que vamos ver já de seguida.

5 dicas para gerir o reembolso de IRS e o subsídio de férias e melhorar a sua condição financeira

Não utilize o reembolso de IRS e/ou o subsídio de férias na sua totalidade. Esta é uma condição básica para que as dicas que lhe vamos oferecer de seguida façam sentido e possam, realmente, colocar o dinheiro ao serviço de uma melhor condição financeira a longo prazo.

Depois de definir objetivos, eis o que pode fazer para gerir o reembolso e o subsídio para melhorar a sua condição financeira.

1ª Amortize e salde dívidas

Se tem dívidas relacionadas com créditos pessoais, este é um excelente momento para amortizar ou até saldar esse valor reduzindo, deste modo, a sua taxa de esforço e os juros.

Já no caso da amortização de um crédito habitação, é essencial que, antes de entregar o dinheiro, procure avaliar qual a melhor solução para as suas finanças: amortizar e reduzir o prazo do contrato ou manter o prazo do contrato para poder ficar com uma prestação mais baixa.

Note que, caso faça uma amortização de um crédito, pode ter de pagar uma comissão que, no caso do crédito habitação, oscila entre os 0,5% do valor em dívida (quando a taxa de juro é variável) e os 2% (quando a taxa de juro é fixa) do capital reembolsado.

2ª  – Crie ou reforce o seu fundo de emergência

O fundo de emergência é uma excelente fonte de organização das suas finanças pessoais e, sobretudo, de poupança.

De forma a aumentar este fundo que servirá, por exemplo, para pagar cuidados de saúde inesperados, uma conta no mecânico ou fazer face a uma quebra de rendimentos.

Para memória futura, este fundo de emergência deve cobrir, no mínimo, todas as suas despesas durante 6 meses. Dado o elevado valor em causa, para começar um fundo desta natureza, poderá, então, utilizar o reembolso ou subsídio e dar início ou reforçar a poupança.

 3ª Comece a pensar na Reforma

Não, não estamos a dizer que o valor do reembolso e do subsídio de férias vão fazer de si milionário, mas sim que pode utilizar esse dinheiro para começar a pensar em poupar para a idade da reforma.

Nesse sentido, por exemplo, pode começar por investir parte do subsídio de férias e do reembolso do IRS num Plano de Poupança Reforma (PPR).

4ª Aumente a eficiência energética da sua casa

À parte as prestações de crédito e os gastos com combustíveis, uma das maiores despesas mensais em qualquer agregado familiar é, sem dúvida, a fatura de energia.

É aqui que entra a eficiência energética e todas as vantagens que ela traz.

Por exemplo, ao apostar na eficiência energética estará não só a valorizar a sua casa a pensar numa futura venda, mas também a poupar dezenas de euros em eletricidade e gás todos os meses.

5ª Invista em produtos financeiros

Já aqui falamos de investimento em Planos Poupança Reforma a pensar no momento em que deixará de trabalhar, mas estes investimentos são um pouco diferentes, apesar de também terem capital garantido.

Falamos, por exemplo, dos Certificados de Aforro do Estado, produto financeiro que apresenta um risco muito baixo e garante que o seu dinheiro lhe renderá juros ou dos Certificados de Tesouro, instrumentos de dívida pública de Portugal com capital garantido, ideais para o aforro seguro.

Além destas propostas, também vai encontrar, no mercado financeiro português, seguros de capitalização, que são parecidos com os depósitos a prazo, mas que são subscritos através de seguradoras.

Existem, ainda, opções mais arriscadas, como os fundos de investimentos, as ações ou as obrigações.

Em suma, existem muitos investimentos à sua disposição, alguns que têm capital garantido, ou seja, em que vai reaver com quase 100% de certeza o seu dinheiro acrescido de juros e outros cujo risco e rentabilidade são maiores, mas sem a garantia de que irá ter lucro no fim.

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