O mundo laboral está cheio de desafios e, entre eles, encontram-se os conflitos que, apesar de os tentarmos evitar a todo o custo, acabam por ser inevitáveis.
Seja o patrão que exige mais do que aquilo que o que está contratualizado, seja um colega que acordou embirrento, a verdade é que os conflitos laborais são parte integrante do dia-a-dia profissional.
Dizemos que os conflitos são inevitáveis, mas não dissemos que são irresolúveis.
Se está a passar por algum tipo de conflito no trabalho ou sente que necessita de mais ferramentas para os resolver da forma mais rápida e indolor possível, temos 5 dicas que o vão ajudar. Acompanhe-nos.
Causas mais comuns de conflitos no trabalho
Não raras vezes, as diferenças de personalidade e as adversidades dão origem a conflitos no trabalho, mas, como dissemos, isso é inevitável.
Antes de lhe deixarmos 5 dicas para os resolver, vamos averiguar as origens dos conflitos no trabalho.
Entre as principais causas encontramos:
- Má distribuição das tarefas;
- Diferentes formas de trabalhar;
- Falta de comunicação;
- Objetivos divergentes;
- Competição interna;
- Choque de personalidades;
- Ausência de processos de trabalho;
- Pressão no trabalho;
- Liderança problemática;
- Escassez de recursos (computadores, salas de reuniões, impressoras, etc.)
5 formas de resolver conflitos no trabalho
A gestão de conflitos, em especial os laborais, assemelha-se a uma arte, mas não se preocupe, é uma arte que pode ser facilmente aprimorada, senão veja:
1ª Dica: Pratique a Escuta Ativa
Parte da resolução de qualquer conflito passa, sem dúvida, por saber ouvir.
Sem percebermos a perspetiva que anima o outro ou os outros, os conflitos vão eternizar-se e até agudizar-se.
Assim, para evitar isso, pratique a escuta ativa, ou seja, demonstre interesse genuíno pelas preocupações e opiniões da outra pessoa, já que isso vai permitir-lhe compreender melhor a situação e seja criado um ambiente propício para a resolução do problema.
2ª Dica: Controle as suas emoções
A irritação, o stress ou a frustração podem ser muito difíceis de controlar tornando a discussão mais violenta, algo que acaba por só conduzir a um agudizar do conflito.
Controlar este aspeto é essencial não só para garantir uma rápida resolução do conflito, mas sobretudo para não agir de forma impulsiva e deitar tudo por terra.
De modo a controlar as suas emoções em momentos de conflito, recomendamos que mantenha a calma e pense antes de falar ou agir. É muito importante que desenvolva a sua inteligência emocional de forma a estar mais apto a lidar com o problema de forma mais construtiva.
3ª Dica: Comunique de forma clara e com respeito pelo interlocutor
Falhas do emissor, do recetor ou dos dois na comunicação levam a problemas de comunicação que acabam por desaguar em conflitos.
Evitá-los é não só essencial, como até bastante simples. Neste sentido, procure estabelecer uma comunicação clara e respeitosa para com o seu interlocutor e expresse as suas preocupações de maneira assertiva, utilizando um tom de voz calmo e evite acusações ou críticas pessoais.
Além disto, procure mostrar-se aberto ao diálogo e evite interromper o seu interlocutor enquanto este expressa os seus pontos de vista dando-lhe tempo e espaço para adequar a sua própria comunicação.
4ª Dica: Procure encontrar soluções colaborativas
Apesar de ser tentador “puxar a brasa à nossa sardinha”, caso o faça por sistema, isso vai acabar por não resolver problema algum e ainda criar muitos mais.
Tudo se torna ainda mais complexo quando, no âmbito de um conflito laboral, continua a adotar uma mentalidade de “ganhar-perder”.
Ao invés de uma postura egocêntrica, recomendamos que procure alternativas que atendam às necessidades mútuas.
Nunca é demais sublinhar, a colaboração e o comprometimento são fundamentais para alcançar um consenso e construir um relacionamento de trabalho saudável.
5ª Dica: Quando necessário, recorra a um mediador
Quando, apesar de todas as estratégias e tentativas de acordo, o conflito laboral insiste em persistir, poderá ser útil envolver alguém neutro para ajudar na resolução do problema.
Esse alguém neutro, um mediador lato senso, deve atuar como mediadora e facilitadora de um diálogo construtivo que vise o alcançar de um compromisso satisfatório para ambas as partes envolvidas no conflito.
Deve considerar esta opção caso sinta que a resolução do conflito está num impasse ou caso a questão seja especialmente complexa.
Conclusão
Sem margem para dúvidas, as competências técnicas são essenciais, cruciais até, para executar tarefas específicas relacionadas com um determinado trabalho ou profissão, mas só isso não chega.
Porque ao falarmos de contexto laboral estamos a falar de relações entre pessoas, as competências interpessoais assumem um papel de destaque não só na promoção de um bom ambiente de trabalho, mas também no aumento da criatividade e da produtividade.
Ou seja, são estas últimas que o vão ajudar a lidar com conflitos da forma mais satisfatória possível.
